terça-feira, 19 de abril de 2011

CARIBE – Antigua - Regata de clássicos (16/abr/2011

Este post, vou dedicar exclusivamente à  Regata de veleiros clássicos que acontece em Antigua, que foi o foco de nossa visita àquela ilha.

É, realmente, um espetáculo inesquecível. Veleiros antigos, alguns de construção moderna em réplica de modelos antigos, tipos de velas não utilizadas por veleiros convencionais.

Veleiros do mundo inteiro, inclusive do Brasil, representado pelo Atrevida.

Foram quatro dias de regatas. Assistimos somente uma largada, a realizada no segundo dia. Mas, foi suficiente para sentir a magnitude deste tipo de evento.

Mas, como uma imagem vale mais que mil palavras, aí vão fotos dos veleiros. (clique na foto para ampliar)Cópia de DSCF0904
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O tiro de largada das regatas era dado com uma escopeta bastante barulhenta.image

O Atrevida, preparando-se para a largada.image

Um festival de mastros.
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A Comissão de Regatas.
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Deu até fotos de casamento, num catamarã, tendo como fundo a regata.
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domingo, 17 de abril de 2011

CARIBE – Antigua (14/abr/2011)

Como disse em post anterior, o motivo de nossa vinda para Antigua foi ver veleiros clássicos e suas regatas. Onde estávamos ancorados, na English Harbour, ficava um pouco longe do agito, que era no Antigua Yacht Club, que sediava a regata, na Falmouth Harbor, outra baía.

Resolvemos, então, ficar mais próximos do movimento e ancoramos na baía acima, onde já haviam inúmeras embarcações ancoradas. Essa baía era tão calma quanto a anterior. O que fazia balançar um pouco os veleiros, era o trafego de botes de apoio, os dingues.image

Ao sairmos da English Harbour, vimos, ancorado no canal, um veleiro com uma  pintura que chamou a atenção. Olha aí ao lado. Tem gosto p'ra tudo!

Dia seguinte, como não haveria regata, fomos conhecer St. John, que é a capital de Antigua. Chegamos lá com chuva.O local não agradou. Ancoramos próximo a um veleiro italiano (só haviam dois ali ancorados), desembarcamos e fomos à procura de um dingue-dock para deixar nosso bote. Não havia nenhum, somente um arremedo, onde podemos amarrar o bote enquanto fomos para terra.image
Havia um navio de passageiros atracado e, no entorno no porto – onde deixamos o bote –, tudo girava em torno de turismo de navio. O local era feio, gente feia, muitas lojas de quinquilharias. Fizemos um lanche num Subway, caminhamos um pouco pelas ruas e resolvemos ir embora. Ali não havia nenhum atrativo.

Fomos, então, para outra baía, a Jolly Harbour, cerca de 10 milhas de Falmouth Harbour,.

É um local bonito e agradável, com vários canais, em cujas margens haviam condomínios de casas e apartamentos, na frente dos quais existem píeres para guardar as embarcações.image

Ancoramos na parte externa da baía, porque, na parte interna, não é permitido ancorar, somente utilizando as poitas lá existentes.


Na baía existe uma marina bem estruturada e, segundo informações, bem protegida de furacões. Quando estes ocorrem, os danos não são grandes. Abaixo, fotos da marina e dos canais.image 
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Fomos caminhar para conhecer o local, fizemos compras num supermercado grande e com bom sortimento.
Dormimos naquela baía uma noite e retornamos para o Iate Clube, em Falmouth Harbour, para assistir uma das regatas de clássicos no dia seguinte (são 4 dias de regatas).

À noite, pelas 20:00 horas, hora local, caiu um forte temporal, com ventos de até 25 nós. Dois catamarãs “garraram” (soltaram suas âncoras), ambos sem ninguém a bordo e ficaram à deriva.. O primeiro, após bater num veleiro lá ancorado, emaranhou seu leme no cabo da âncora daquele e parou. O outro encarapitou-se no meio de dois monocascos que estavam amadrinhados (a contra bordo), e ali ficou preso.

Ambos os catamarãs não seguiram uma regra primária, que consiste em liberar bastante corrente para garantir a ancoragem (o peso da corrente ajuda a segurar a âncora cravada na areia), e verificar se a ancora está resistindo, antes de sair da embarcação. Aí, deu no que deu!

Vale aqui uma observação, pertinente a ancoragem em baías calmas. A situação em baías com este perfil induz tranqüilidade. Essa tranqüilidade é perigosa,na medida de que há sempre o risco de ocorrência de ventos repentinos fortes. Fica-se sem preocupação, face o conforto da situação, e isto é perigoso. Se sair do barco, deve-se ficar atento ao vento e, se aumentar, observar o comportamento da embarcação, quando possível. 

Já tivemos diversas experiências. Por diversas vezes o Guga Buy também “garrou”.

Tivemos situações em que o vento era tão forte, que tivemos que ligar o motor e dar tração a vante, para manter o veleiro estável e evitar que a âncora soltasse. Aqui no Caribe, após começar a utilizar  uma âncora tipo Delta, os riscos diminuíram, pois esta âncora é ótima para a tença daqui.

Então, necessário  muita atenção na ancoragem em baías calmas. A água calma é ótima, confortável, mas pode oferecer perigo,  Há que, sempre, estar preparado para a ocorrência de ventos fortes e repentinos, principalmente no verão.

Passado o temporal, assisti um filme que nada tinha a ver com temporais e fui dormir.

CARIBE – Antígua (12/abr/2011)

A navegação entre Nevis e Antígua  foi, digamos assim, meia boca. Vento e ondas pela proa, mas a intensidade do vento era fraca (15 nós, por aqui, é aragem). Utilizamos o motor durante todo o percurso.

Chegamos em Antígua com tempo ruim, dia enfarruscado e com chuva.image Choveu tanto que, ao passarmos no través da ilha Montserat, ela
estava completamente encoberta. Mal se via sua silhueta.

Ancoramos na English Harbour, uma baía muito calma. Parecia uma lagoa.  Veja ao lado.

O Eduardo foi na aduana e imigração, para fazer a burocracia de entrada do barco e dos tripulantes. Voltou de lá irritado. Primeiro, porque não conseguia entender o que a atendente da Port Authority, um órgão de controle de embarcações e do Parque Nacional, tentava explicar. Segundo, porque cobrou um exagero de taxas, quer no valor, quer na quantidade.Antigua - English Harbour - Nelson's Dockyard Marina

Uma delas, era a taxa de lixo. Consistia no pagamento de US$1,00 por pessoa, por dia, para depositar o lixo em local designado, que ficava muito longe do ancoradouro.
Acho que por isto, o pessoal sacaneava. Olha aí ao lado onde colocavam o lixo, na beira do pier, apesar da ameaça escrita  no local.

As demais taxas, eram assim definidas e cobradas:
Taxa de entrada do barco: US$12,00.
Por pessoa, para estar no parque: US$ 4,00
Permissão de cruzeiro : US$8,00. (sei lá o que é isso!)
Taxa diária do parque: US$ 2,40 por dia.
Overleaf (não sei o que é): US$ 27,00

Mas, a má impressão inicial, causada pelo clima e pela burocracia, não atrapalhou o motivo de nossa visita à ilha, pois viemos para ver veleiros clássicos e assistir suas regatas. E, vimos muitos veleiros clássicos, que são de construção moderna, mas a concepção de projeto é antiga e, geralmente, são réplicas de veleiros antigos. Então, pelo que nos foi dado a ver, o preço das taxas não foi caro.

Abaixo, alguns deles.
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E o Brasil, muito bem representado pelo veleiro Atrevida,image

À noite, comemos uma pizza e fomos dormir, na placidez da baía English Harbour. E a chuva que caía tornou o sono ainda melhor.

Mas, chuva só é bom à noite e na hora de dormir. Dia seguinte, choveu o dia todo e aí não foi bom. Almoçamos a bordo e, à tarde, durante uma estiada, fomos até o Antigua Yatch Club, que sedia a regata, onde passamos o resto do dia. À noite, festa de abertura da regata, aberta a todos, desde que pagassem o que consumiam.

A respeito de festa em regatas, tenho como parâmetros Florianópolis e Ilhabela. Em ambas, após as regatas, é oferecido o que se convencionou chamar de “canoa de cerveja”. Cerveja à vontade, geladinha e de graça. Aqui no Caribe, tudo é pago. Inclusive na Heineken Regatta, em St. Maarten, patrocinado pela própria Heineken, a cerveja servida, que é a deles, é cobrada. Vá entender!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

CARIBE – St. Kitts e Nevis

Chegamos em St. Kitts à tardinha e ancoramos. Eram 18:00 horas e, como a informação era de que a aduana e imigração fechava às 19:00 horas, lá fomos nós. Tudo fechado. Indiscutivelmente, o pessoal do Caribe não é muito chegado ao trabalho. Inclusive, em todas as ilhas, o comércio fecha às 16:00 horas.

Durante a noite, o barco balançou bastante, as ondas, embora pequenas, batiam no costado provocando um movimento lateral muito desconfortável.

De manhã, conseguimos uma vaga na marina, que é bem protegida. Muito melhor, calmo, água e luz à disposição.
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A marina faz parte do complexo de Port Zante, que recebe navios de passageiros. Lá tem um pátio enorme, com inúmeras lojas free-shop, bares, restaurantes e apresentações do folclore local para os turistas..image 


Aqui no Caribe, algumas ilhas  tem nome e apelido. Esta não fugiu à regra, pois St. Kitts é o apelido de St. Christopher. A capital é Basseterre que, em francês, significa sotavento – realmente, o vento predominante a deixa a sotavento -. Apesar do nome francês, a ilha é inglesa. Os carros circulam pelo lado esquerdo das  vias e o volante é do lado direito do veículo. A moeda é o EC (dólar do caribe oriental).

Saímos à procura de um dentista, pois o Eduardo estava necessitando. Encontramos um que formou-se em Cuba e, segundo o Eduardo, fez um trabalho magnífico. Foi uma restauração. Cobrou a importância de EC$310,00, que equivale a US$100,00.St. KittsP1010290 Preço justo.

Dente restaurado, já sem dor,  fomos almoçar num restaurante chinês.  Pedi uma cerveja e vejam qual me serviram. Mas não é brasileira,  é de St. Kitts mesmo.

À noite, fomos fazer um happy-hour no Bar e Lounge Twist, de um indiano (a população indiana é grande, na ilha). Bebericamos uns drinks, deu fome, pedimos uma pizza. Acontece que o cozinheiro também era indiano. Podem imaginar o tempero da pizza. Muito curry e tempero forte. Para nosso paladar, era muito ruim. Não conseguimos comer toda. Pizza de indiano é fogo!

O bar tinha um DJ e uma pista de danças e, lá pelas tantas, começaram a chegar mais freqüentadores. A pista de danças encheu, os casais dançando ao som de reague e soca, que é um ritmo local. A maneira de dançar era muito sensual.
  
Quando acendi um charuto, algumas pessoas, que obviamente gostam de charuto, ou tinham curiosidade, se acercaram de nós, inclusive o dono do bar. Quando souberam que éramos brasileiros, apareceram sorrisos e gentilezas. O indiano, dono  do bar, já esteve em São Paulo e fala isso com muita satisfação. E, assim, o happy-hour se prolongou.

De modo geral, no Caribe, as pessoas adoram o Brasil e os brasileiros. Sem exceção, em todas as ilhas, as pessoas, após saber que éramos brasileiros, mudavam seu comportamento, tornavam-se mais simpáticas, gentis e prestativas. Isso é muito bom, levanta o moral!

Dia seguinte, a ressaca nos segurou o dia todo no barco. O Eduardo saiu alguns momentos para comprar pão e uma costelinha de porco para o almoço.

No outro dia, após limpeza no barco, saímos em direção a Nevis, que, politicamente, faz parte de St. Kitts. A imigração feita em St. Kitts vale também para Nevis.

Inúmeras poitas foram instaladas em Nevis para amarração dos veleiros que lá chegam. A ancoragem é proibida, segundo um guia impresso do Caribe. Amarramos o barco numa delas e fomos até a praia, que é de areia cinzenta e grossa. image Na praia, um resort preparava uma festa para seus hospedes, ao ar livre, com decoração bonita. Caminhando pela praia, conhecemos um casal de brasileiros (S. Paulo). Durante uma curta conversa, explicamos que viemos do Brasil velejando.


É impressionante a reação das pessoas, a respeito de vela de cruzeiro., principalmente cruzeiro longo Mostram curiosidade, interesse, querem detalhes de como funciona. No fundo, todos gostariam de fazer uma aventura dessas. E, esse casal, não foi exceção.

Mas, voltando a tal festa do resort para seus hospedes, à noite caiu a maior chuva. Acho que estragou a festa. E a chuva continuou a noite toda e nos dias seguintes. Tempo nublado e com chuva não é legal no Caribe. Os hóspedes do resort que o digam!

Dia seguinte, mesmo com tempo enfarruscado, fomos caminhar pela cidade e conhecemos o primeiro hotel construído no Caribe, o Bath Hotel, que hoje é utilizado por órgãos governamentais.

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Na volta, passamos num supermercado, onde comprei um produto que não conhecia. Uma mistura de couve-flor com brócolis. A couve-flor é verde e o gosto é de couve mesmo. Deve ser algum ensaio genético que deu certo! No almoço, acompanhou um “spaghetti al tono”.

Às 03:00 da manhã, zarpamos rumo a Antígua. Saímos cedo para chegar ainda de manhã.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CARIBE – Statia (07/abr/20111)

Chegamos na ilha de Statia, cujo nome oficial é St. Eustatios, por volta de 15:00 horas. Na chegada, chamou a atenção um porto com grandes navios tanques e, no alto de um morro, diversos enormes tanques de armazenamento de líquidos.image


Ao fazermos a aduana e imigração, um oficial da imigração nos explicou que aqueles tanques que vimos eram para armazenar combustível pois é a única ilha que tem bitola européia para descarregar combustível. Depreende-se, então, que todos os navios-tanques provèm da Europa. Depois, os navios menores abastecem as demais ilhas.


Statia é uma ilha pequena, com cerca de 3.400 habitantes. É muito visitada para mergulho e caminhadas. Como é um Parque Nacional (St. Eustatius National Park), mergulho individual só com snorkel e na beira da praia. O mergulho nos locais apropriados, como naufrágios, só é permitido se acompanhado por uma operadora de mergulho.  Inclusive, é cobrada uma taxa de ancoragem de US$10,00 por dia. Tudo igualzinho a Fernando de Noronha. Cobram e nada oferecem em troca.
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Na ilha existem somente três praias. Conhecemos só uma, a Orange Beach, com areia escura, vulcânica, na baía onde ancoramos.




A cidade, Orangestad, fica no alto e, para chegar lá, uma subida bastante acentuada. Uma senhora nos indicou uma escadaria, no meio da vegetação, que atalhava a subida, o que ajudou bastante.
image A  cidade é bem interessante. Ruas bem pavimentadas,imagee chalés de madeira tradicionais,image 

Na manhã seguinte, o Eduardo foi procurar uma padaria, onde comprou um pão estranho, seco. Que saudade das ilhas francesas, com suas baguetes e croissants.

Após o almoço, estávamos nos preparando para ir para a próxima ilha, quando chegou um veleiro com bandeira canadense, com a genoa meio enrolada e meio baixada Quando chegaram próximo de nós, vimos que era um casal de idade mais ou menos avançada, e estavam bastante atrapalhados com a situação, inclusive com dificuldade para ancorar. O veleiro chamava Spice of Life.

Colocamos o motor  no bote e fomos oferecer ajuda. Auxiliamos na ancoragem, o Eduardo subiu no mastro para liberar a adriça da genoa, presa no alto e que não permitia que ela fosse totalmente baixada. Explico aos que não são velejadores que a genoa, que é a vela da proa (frente) do barco estava somente um pouco baixada, o que não permitia fosse totalmente enrolada, portanto, ficava meio aberta e sem operacionalidade, sofrendo a ação do vento sem permitir propulsão.  Vale dizer, só atrapalhava!

Adriça liberada, a genoa desceu e o problema foi resolvido. Ante a satisfação e os agradecimentos do casal, sentimos  a sensação de dever cumprido. È muito bom ajudar as pessoas, principalmente no mar, onde a solidariedade deve prevalecer. Assim, conquistamos mais dois amigos.


Saímos, então, em direção a St. Kitts.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CARIBE – Saint Martin

Marigot
Saimos da parte holandesa da ilha e, pelo interior do lagoon, fomos até Marigot, em St.Martin, parte francesa da ilha. Fizemos a burocracia de entrada numa marina, sem nenhuma complicação. Como em todas as ilhas francesas, preenchemos um formulário no computador, et voilá…tudo pronto!
Olha a marina aí ao lado.

O lagoon, como já falei em outro post, possui duas entradas e saídas, através de pontes levadiças, uma no lado holandês, outra no francês. Esta é bem mais estreita que a holandesa. Por ela saímos  e fomos para Grand Case, ali próximo.

Grand Case é uma praia que prima pela gastronomia. Na rua principal encontra-se um sem número de restaurantes. Há de tudo, comida cara, comida barato, comida crèole, comida internacional, pizzas. Eles se consideram a capital gastronômica do Caribe.image
Olhe aí uma  vista da praia, com sua água transparente. A maioria dos prédios construidos na beira da praia são restaurantes.
 
Caminhando pela rua da gastronomia, entramos no restaurante L’ Escapade, para utilizar a internet. Bebemos um drink, e, enquanto usávamos a internet, folheei a carta de vinhos.  Vinhos de diversas partes do mundo e de todos os preços. O mais caro que  constava da carta, um "La Romané Conti", safra 2005, custava a bagatela de 20.000 (vinte mil) euros. E eu, bebendo um Jack Daniels de 9 euros. image
 
Dia seguinte, retornamos ao lagoon, entrando pelo lado francês. Veja aí a fila para entrar.
 
Fomos novamente até a parte holandesa, onde ancoramos por mais dois dias, para terminar a instalação dos painéis elétricos.

Saímos do laggon e tentamos ir para a ilha de Statia, cujo  nome oficial é St. Eustatius ao sul. Após cerca de cinco milhas navegadas, tivemos que voltar. Entrou um vento com rajadas de 30 nós, de sudeste, portanto, “na cara”.  Dormimos na parte externa da Simpson Bay e, na manhã seguinte, zarpamos para Statia, agora com condições meteorológicas bem melhores.image

Quando saíamos, vejam o que estava ancorado bem próximo de onde estávamos. Segundo informações, os tripulantes são dois idosos e atravessaram o atlântico com esta estranha embarcação.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

CARIBE – St. Maarten

De St. Barth, voltamos para St. Maarten, para buscar os painéis elétricos que eu havia comprado em Miami e que, finalmente, chegaram. Quando passávamos pelo porto de Phillipsbourg, à tardinha, estava saindo um enorme navio de passageiros, o Enchantement of the seas com destino a Road Harbour. Como descobrimos nome e destino?: pelo AIS instalado no Guga Buy. High tech, gente! O tal navio, cuja  velocidade inicial era cerca de 7 nós, a mesma que a nossa e navegava num ângulo de cerca de 20 graus. Se mantivesse a velocidade, certamente nos encontraríamos, pois  estávamos com vento de popa e usando ‘asa de pombo’ (a vela grande para um lado e a genoa para outro), fator que dificultava manobras. Mas o navio começou a aumentar sua velocidade e nos ultrapassou. Enquanto nos ultrapassava, os passageiros nos fotografavam, acredito que pelo visual produzido pelas velas em asa de pombo.
Olha o tamanho do bicho!
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Ontem, à tardinha, fomos na Lagoon Marina com o bote e, visitando os amigos do veleiro Mema, aqueles gaúchos, lembram?, foi nos oferecida uma carne da Fribioi. Carne brasileira por aqui? Pois não é que um mercadinho de chineses, bem defronte à marina, vende? Comprei dois pedaços congelados de beef flank steak,  que é o nosso conhecido vazio.
 
Comprei, também, postas de fish king,  um peixe que é muito pescado aqui no Caribe. À noite, vai rolar uma moqueca brasileira com peixe do Caribe, a bordo do Guga Buy.

Como o mar estava muito mexido na parte externa da Simpson Bay, onde estávamos ancorados, entramos novamente no lagoon, e, por sorte, conseguimos uma poita. Dormimos tranquilamente, sem nenhum balanço.

De manhã, começamos a instalar o painel elétrico. O Eduardo está se mostrando um baita eletricista, também. Como a instalação demanda, serviço de carpintaria, teremos que ficar mais um dia em St. Maarten. Após, vamos para o lado francês da ilha (St. Martin)

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Aqui em St. Maarten, existe uma sorveteria, a Carroussel, com  decoração de refinado bom gosto e sorvetes deliciosos. É uma construção arredondada e, na parede externa, colocaram inúmeras fotos de pessoas  famosas e não famosas,  saboreando, vendendo ou comprando sorvetes. Enfim, todas as fotos ligadas a sorvete.

Esta é a parede externa da sorveteria.
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Contornamos a parte externa do prédio, olhando as fotos e vejam quem estava lá.
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Pois é, o nosso tenista Guga Kuerten, cabeludo, em 1999, no Australian Open.

Uma dúvida: será que ele estava conversando com o outro tenista, ou olhando a gulosa lambida da Anna Kourmikova? Adivinhem! Quem acertar ganha um sorvete.
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