quarta-feira, 18 de maio de 2011

CARIBE – Ilhas Virgens Americanas – St. Croix (08/05/2011)

Saímos de manhã de St. Thomas para St. Croix, que é a última ilha das Ilhas Virgens Americanas, no sentido que seguíamos. Foram cerca de 50 milhas náuticas, com mar bom e ventos favoráveis. Chegamos por volta do meio-dia e ancoramos defronte a cidade de Christansted, onde só haviam poitas, mas estavam todas ocupadas. Lançamos âncora em local que não prejudicasse os demais barcos que lá estavam. Isto porque, a embarcação que está amarrada em poita tem um curso menor de giro, enquanto que, quando ancorado, libera-se bastante corrente e o giro é maior. Isto causou alguma preocupação num casal de idosos que morava num barco próximo ao local onde ancoramos, mas os tranqüilizamos, demonstrando que não haveria risco.
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 O local de ancoragem era protegido por uma linha de corais. Não protegia do vento, mas o mar ficava calmo.
Próximo onde estávamos, existe uma pequena ilha, na qual construíram um hotel. A praia da ilha era também pequena, mas muito simpática. Rolava um som o dia todo naquela praia.
Após almoçar, fomos dar uma passeio pela cidade. Como já terminou a temporada de turismo no Caribe, a cidade estava bastante deserta, poucas pessoas nas ruas, nos restaurantes e nas lojas. 

Um detalhe interessante na arquitetura local: a maioria das  calçadas ficavam sob os prédios. Eram estreitas, mas a proteção, em caso de chuva era total. Olha aí!
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O pessoal lá curte bastante o verde, pois há muita vegetação nas casas.
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A maioria dos restaurantes, ao menos nas ruas que passamos, ficavam na parte interna de galerias, como estes aí embaixo. Eram bastante aconchegantes!        image 






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Este é o Fort Frederick, que defendia a ilha nos tempos de antanho.
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Saímos com destino a Bonaire. Como já começava a escurecer, ao passarmos pela ponta oeste da ilha, resolvemos ancorar por ali e dormir, defronte a cidade de Fredericksted, que é a capital da ilha. A calma das águas daquela baía convidava a um bom sono.

Na manhã seguinte, zarpamos em direção a Bonaire, nas Antilhas Holandesas. Tínhamos cerca de 400 milhas pela frente, que fizemos em 62 horas.

No início, não havia vento. O mar parecia de azeite. Na madrugada seguinte, o tempo virou um capeta, com rajadas de mais de trinta nós e ondas altas. Esta capetagem durou cerca de um dia, Depois, amansou. Chegamos em Bonaire à noite, com mar e ventos bons.

Em outro post, falo sobre Bonaire.

domingo, 15 de maio de 2011

CARIBE – Ilhas Virgens Americanas - Carnaval (07/mai/2011)

Pessoal, estou atrasado na atualização do blog, por conta de uma inflamação num calcanhar. Já procurei ajuda médica, fiquei dez dias tomando antiinflamatório, o que diminuiu a dor,mas no fim disso, ela voltou. E dói p’ra caramba. Inclusive, vou deixar o Guga Buy em Curaçao e voar para o Brasil para tratar disso.
Mas, vamos que vamos…
Como disse no post anterior, em St. Thomas, dormimos nas proximidades de uma marina, onde tínhamos ido abastecer. Ancoramos ao lado de um barco naufragado, cujos destroços ainda afloram na água. image
Ancorado ao lado. da marina, estava um navio que transporta embarcaçõesimage menores, como lanchas e veleiros. Aqueles comandantes que não desejam navegar longa distâncias, enviam suas embarcações naquele navio. Geralmente, são europeus. E as embarcações são colocadas no navio com o respectivo berço. Pena que não podemos presenciar o embarque.

Naquela baía, onde ancoramos, chamou a atenção diversas embarcações, veleiros e lanchas danificados e abandonados nas margens. Provavelmente sofreram danos durante algum furacão.

Mas, neste dia 7 de maio, como disse também em post anterior, foi o encerramento do carnaval no Caribe. Então, desembarcamos para assistir o desfile, com dor no pé e tudo. Fomos à terra pelas 09:00 horas e o tal desfile começou aí pelas 10:00 horas.

Fecharam uma longa rua e as pessoas ficavam nas calçadas vendo os carnavalescos passar. A polícia sinalizava, ruidosamente, com suas sirenes, o início da passagem.
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Antes de iniciar o desfile, a esposa do governador da ilha passava, a pé, cumprimentando a todos e desejando um feliz carnaval. A seguir. imageo próprio governador, também caminhando, saudava e cumprimentava as pessoas que assistiam o desfile. O governador é este aí ao lado, acenando. Esta atitude dimensiona a importância que dão ao evento.

O desfile começou acanhado. Os primeiros blocos passavam marchando, como se fosse uma parada cívica. As garotas tinham até uma baqueta na mão. As mulatas – e eram muitas – não tinham nada da ginga das mulatas brasileiras.image Mas, no andar da carruagem, a coisa mudou, como mostro mais adiante.image

Vários carros conversíveis desfilaram, levando garotas, cada uma miss, rainha ou princesa de alguma coisa, que saudavam os presentes abanando as mãos.
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Apareceu cada figura,image como esta mulher com estranhos óculos (bem, era carnaval, né?). E este personagem aí embaixo (parecia ser auxiliar do cinegrafista), que levava uma câmera fotográfica na cabeça. Mas, não era fantasia.image

Por volta do meio dia, não agüentei a dor no pé e voltamos para o barco para almoçar. À tarde, eu fiquei de “molho” e o Eduardo voltou para assistir ao restante do desfile e fotografar. A partir do relato dele é que adicionei o que vai abaixo.

O desfile foi extenso. Lá pelas tantas, começaram a aparecer blocos mais elaborados, com mais cara de carnaval, como este dos anjos…
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,,,o das gordinhas...
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…o da tribo zulu…
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…e o dos pernas de pau.
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Atrás de cada bloco, havia um carro-restaurante que servia comida e bebida aos participantes daquele bloco. Isto é perfeccionismo e respeito àqueles que desfilavam e suavam às bicas, pois estava muito quente..image

O saudosismo se apresentou no Bloco dos Anos 60image, com músicas da época.image

Pássaros do paraíso desengaiolados e muitas plumas.image  image

O Clovis Bornay deles.
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Não sei se por consideração pelo nosso carnaval,  mas o Brasil estava presente em algumas fantasias
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E o encerramento apoteótico foi à noite, com um espetáculo de fogos de artifício, com cerca de trinta minutos de queima.image image

Tivemos a sorte de, sem qualquer planejamento, estar naquela ilha naquele dia, quando o evento aconteceu. Enfim, esta festa é importante para o Caribe, porque acontece em quase todas as suas ilhas, há visível preocupação na elaboração das fantasias e na apresentação, além do que o desfile é aberto pela autoridade máxima da ilha, o governador, o que, como disse, dimensiona a importância para eles. 

Amanhã cedo zarpamos em direção à última ilha das Ilhas Virgens Americanas, St. Croix.

domingo, 8 de maio de 2011

CARIBE – Ilhas Virgens (04/mai/2011)

Depois da noitada de punch, acordamos, obviamente  com ressaca. Como resolvemos não ir para Porto Rico, que é para onde iria o John, levei-o até próximo ao aeroporto e ele voou para o seu destino.

Eu e o Eduardo fomos, novamente, para Road Bay, em Tortola e dormimos lá, para, na manhã seguinte, irmos para Soper’s Hole,  na parte oeste da ilha de Tortola.image É uma baía pequena, calma e aconchegante. Ficamos numa poita (US$25,00). No dia seguinte, fomos fazer as formalidades de saída na imigração e aduana – ali era o último porto das Ilhas Virgens Britânicas - e fomos para a parte americana das Ilhas Virgens, na Ilha de St. John.

A primeira providência foi fazer o procedimento de entrada na ilha norte americana. Aí deu problema. O Eduardo, que não possui o visto americano no passaporte brasileiro, utilizou o passaporte italiano, pois tem dupla nacionalidade. A oficial da imigração informou que, pessoas com passaporte europeu, na primeira vez que entram no país, só podem faze-lo  por via comercial, i.é., por avião ou barco de transporte coletivo, nunca em embarcação particular. Vá entender! Mas, é a regra.image

Então, voltamos com o Guga Buy até Soper’s Hole,  o Eduardo foi até a imigração, deu, novamente, entrada do Guga Buy nas BVIs, procedeu a saída dele, Eduardo, das Ilhas Virgens Britânicas, tomou um ferry-boat e foi até St. John. image

Lá, oficializaram a entrada dele na ilha americana, carimbaram o passaporte italiano com validade por 90 dias, ele voltou no mesmo ferry-boat para Soper’s Hole e, dali, retornamos, com o Guga  Buy, para St. John.  Ufa!! Santa burocracia!  Ainda bem que a distância entre Soper’s Hole e St. John é  cerca de 8 milhas e o Eduardo levou duas horas para ir e voltar.

Mas as dificuldades não acabaram aí. Chegamos em St. John, na segunda vez, já noite e ancoramos na baía próxima à imigração. Ancoramos fora de um canal lá existente, bem próximo à margem. Quando já estava tudo pronto, barco ancorado, motor desligado, chega um fiscal do parque nacional e disse que não poderíamos ficar ali ancorados, deveríamos utilizar uma poita. Argumentamos que não havia nenhuma poita disponível e que ficaríamos somente até o amanhecer. O cara foi irredutível, ameaçando cobrar uma multa de US$ 150,00, se ficássemos lá. Então, a solução foi levantar âncora e procurar outro local. Mas, o que mais irritou, foi o fato de que haviam mais dois veleiros na mesma situação e não foram molestados pelo fiscal. Será que é prevenção contra brasileiros? Se foi, fugiu à regra, pois em todo o Caribe sempre fomos muito bem tratados. Mas, deixa p’ra lá. Não é qualquer fiscal que vai estragar o prazer da viagem.

De manhã, fomos fazer a imigração, o Eduardo já regularizado e o fizemos sem nenhum problema, em questão de minutos. Depois, fomos num café para utilizar a internet, caminhamos um pouco pelas ruas de St. John, cuja cidade não oferece muitos atrativos.image

Os atrativos são as praias da ilha,  pequenas mas lindas, a maioria com resorts na beira da praia.image
Dali fomos para St. Thomas, uma ilha maior, com mais estrutura.image   

Já na chegada, olha só o visual. Um Marriot hotel no alto e coloridos edifícios de apartamentos numa pequena praia.

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Ancoramos próximo ao centro da cidade. Após o almoço, enquanto eu degustava um charuto, o Eduardo foi, com o bote, explorar a região.

Na cidade, o ruído era intenso, muitas sirenes, música em alto volume, parques de diversão e, de repente, começaram a aparecer carros alegóricos. Mais tarde descobrimos que, no dia seguinte, seria o último dia de carnaval, que começa no mês de outubro em Aruba e vem subindo pelas ilhas do Caribe, terminando ali, em St. Thomas.

Como tínhamos que abastecer o barco com combustivel e água, fomos até uma marina, um pouco distante do local onde estávamos. Para chegar lá, tinhamos que atravessar uma "pista" de pouso de aviões anfíbios. Um deles amerissou bem perto de nós e no meio de outras embarcações que ali estavam ancoradas. A adrenalina subiu, mas a perícia do piloto foi impressionante. Ficamos observando, todas as decolagens e amerissagens era feitas no meio das embarcações lá ancoradas. Não havia nenhuma bóia sinalizando a "pista".

Como a marina ficava distante do centro, portanto, do agito do carnaval, dormimos por ali mesmo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CARIBE – Ilhas Virgens 29/abr/2011

De manhã, após acordarmos (claro!), fomos para Gorda Sound, ainda em Virgem Gordao John, maldoso, disse que ela é virgem porque é gorda -.image O lugar é fantástico. Lá tem o Saba Rock, um bar que se localiza numa ilhota, onde servem uma bebida chamada painkiller, feita com rum, noz moscada, leite de coco, laranja, abacaxi e gelo. Deliciosa, mas cara US$8,00.
imageimageNaquele dia, em Londres, rolava o casamento do Príncipe Williams e, como no Saba Rock, haviam muitos ingleses - até porque a ilha é inglesa -, comemoraram em grande estilo o evento. Estavam vestidos com adornos, como chapéu tipo cartola e babador com a bandeira da Inglaterra e, as mulheres, com grinaldas – nenhuma delas se parecia com a Princesa Kate –. A TV do bar estava ligada e transmitindo o casamento. Quando os noivos se beijaram, foi uma loucura, Os ingleses gritavam, apupavam e aplaudiam. 
imageE as repetições da cena geravam a mesma euforia.  


A festa rolava com muita bebida. Lá pelas tantas, vestiram as garçonetes com grinaldas e um babador com as cores da Inglaterra. E elas toparam, numa boa, entrando no clima.


Dia seguinte, fomos para Leverick Bay, ali próximo. À noite, o Eduardo e o John desembarcaram para conhecer o local. Eu fiquei a bordo, pois estava com uma dor danada no calcanhar esquerdo, por conta de uma inflamação no calcâneo. Esta dor me acompanhava já por alguns dias. Comecei os contatos com minha seguradora, pois tenho seguro viagem de âmbito mundial. Como em Virgem Gorda não conseguiram atendimento, informei que iria para  Tortola, um centro maior.


No bar de Leverick Bay, havia uma festa de casamento e, como, óbviamente, não eram convidados, o Eduardo e o John logo voltaram logo para o barco.


De  manhã saímos em direção a Tortola. Ancoramos em Road Bay. Continuei a tentar atendimento via seguradora, mas nada. Não conseguiram quem me atendesse. Aconselharam que procurasse atendimento particular que, posteriormente, seria reembolsado. Ora bolas, paguei uma nota preta pelo seguro e me mandam procurar atendimento particular! Esperava, ao menos, uma indicação de local para ser atendido. Que nada!  Então, lá fui à procura e consegui uma clinica que me atendeu, com o sugestivo nome de  Eureka Medical Clinic


Devidamente medicado por um medico indiano. a dor diminuiu bastante.


Aqui vale uma informação. Os remédios, quando prescritos por médicos, são caros. Paguei, por 20 comprimidos de Voltarem 75 mg, US$ 17,00 e, por 20 tabletes de Tramadol/Paracetamol, US$ 61,00. A consulta custou razoáveis US$ 90,00.


Chegamos em Tortola ainda de manhã e, depois do almoço, estava sentado no cockpit do Guga Buy, contemplando o local, quando vi pelicanos pescando seu peixe. image Mergulhavam e voltavam com um peixe no seu bico enorme. Mas, não estavam sós nesta faina. Umas aves bem menores que eles, em grande quantidade, sobre voavam os pelicanos e, quando estes capturavam um peixe, subiam nas suas costas para surrupiar parte da pescaria. E sempre conseguiam uma casquinha..imageimage
É ruim, hein? O pelicano, com aquela cara de tanso, trabalhava p’ra dedéu e a malandra da ave, sem nenhum esforço, aproveitava e se fartava! 


Na manhã seguinte, fomos até Norman Island, na baía The Bight. Uma baía pequena, mas linda, com poitas e um bar na praia, onde tomamos uma cerveja. Enquanto lá estávamos, vimos varios botes ir em direção a um barco preto, grande, num dos lados da baía. Nos informaram que lá funcionava um bar. Lá fomos nós conhecer.


Era um barco tipo escuna, com cerca de 80 pés, com um pier flutuante ao seu lado, onde amarravam os botes. image

No interior do barco, funcionava o bar Willy T.image A diversão característica do bar era que, homens e mulheres despiam-se – claro que todos já devidamente embriagados – e saltavam pela popa do barco, mergulhando no mar…image image …enquanto as mães cobriam os olhos das crianças para que não enxergassem a cena dos peladões e peladonas.image
















Assim, conhecemos mais um costume erótico sensual do Caribe.


Após muuuuito punch, fomos dormir.