segunda-feira, 21 de março de 2011

CARIBE – Sint Maarten (13/mar/2011)

O Sérgio, do veleiro Travessura, resolveu fazer uma feijoada para a comunidade brasileira da Lagoon Marina. Esta comunidade agora cresceu com nossa presença na marina, bem como a do veleiro Travessura e a do Luthier, embora ambos estejam ancorados fora da marina.;
Na tarde de ontem, após irmos para Phillipsburg conhecer a cidade e fazer compras, fomos procurar carne de porco salgada, ingrediente de grande importância para o prato proposto pelo Sérgio.
Phillipsboug é a capital da parte holandesa da ilha. Apesar disso, tem marcante presença francesa, principalmente nos bares e restaurantes. Inclusive, almoçamos um rôti, prato tipicamente francês.

O Coast-U-less é um atacadão, tipo Makro, com tudo o que se possa imaginar e a preços convidativos. Lá, encontramos carne de porco, mas não salgada. Havia joelho de porco defumado, orelhas e pés, mas nada salgado. Mas, mesmo com a precariedade de ingredientes, o Sérgio mandou bem na feijoada. Incluiu até laranja. Minha colaboração restringiu-se a duas panelas de arroz.

O Mário e a Paula, do veleiro Pajé, que estão com um veleiro de 100 pés, aqui pelo Caribe, participaram da feijoada, . Ele é capitão do barco e ela, chefe de cozinha. A Paula fez couve mineira, aquela que acompanha nossas feijoadas no Brasil, mas não com a dita cuja, e sim com uma verdura local, que ficou muito parecida. A textura e o sabor é estavam diferentes, porém o prato ficou delicioso.
Olha aí a turma da feijoada. Todos brasileiros, à exceção de Aurora, uma argentina que vai atravessar o atlântico sozinha. É a segunda da direita.
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O autor da feijoada é o primeiro da direita.

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sexta-feira, 18 de março de 2011

CARIBE - Sint Maarten - 11/mar/2011

Aqui na Lagoon Marina existe uma comunidade de brasileiros. Alguns trabalham em barcos, outros com turismo, outros com eletrônica. São gaúchos, catarinenses, nordestinos. Alguns moram em seus veleiros, outros em apartamentos.

E, como a maioria da comunidade é formada por gaúchos, rolou um churrasco, claro!

Fomos comprar carne no supermercado Le Grand Marché que, apesar no nome, fica no lado holandês da ilha. Supermercado grande, onde se encontra de tudo.

Aliás, os supermercados, de modo geral, são muito bons. Inclusive os pequenos, como dois  localizados no entorno da marina, de chineses, que vendem verduras e vegetais frescos e suprem as principais necessidades do dia-a-dia.

Os preços das mercadorias são apresentados em dólar e florim, também chamado guilder, que é a moeda da Holanda. Mas aceitam, em pagamento, além dessas moedas, o euro. Como o florim, em relação ao dólar (cerca de 1,80 de florim por dólar), está bem próximo da conversão  real/dólar, fica mais fácil de calcular o valor em reais.

A carne daqui, quer no sabor, quer no tipo de corte, nada a ver com a nossa do sul do Brasil. Costela, nem pensar. Não existe. Utilizamos uma carne que parece ser de coxão de dentro. A costela que aparece na churrasqueira foi a que trouxemos de Trinidad, que é de gado angus, do Texas.

O churrasco foi feito num gramado, defronte um dos trapiches, onde estava ancorado o veleiro Memo, dos gaúchos Daniel e Mariana. Ele foi quem pilotou a churrasqueira.
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Olha aí os comensais.
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quarta-feira, 16 de março de 2011

CARIBE - Sint Maarten (09/03/2011)


O motor de popa do bote, que vivia encrencando, ‘faleceu’. Não tem mais solução, Então, saímos à procura de um motor de popa, Como nosso bote é muito pequeno (2m), optei por comprar um bote maior e um motor de popa mais potente. Efetivamente, comprei um motor  de 4 tempos e 6 HP e um bote de 2,75m, fundo de alumínio, muito leve.  O conjunto pesa pouco mais de 60 quilos. 

O motor de popa é da marca Tohatsu.  É muito usado aqui na região e, no Brasil, é utilizado mais em rios. O bote, marca AB, era fabricado na Venezuela, com licença italiana. A fábrica fechou. Mas o bote é muito estável e confortável. Até porque, na minha idade, tenho que me preocupar com algum conforto, além da segurança.

Olha aí o conjunto.

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Outra aquisição foi o guincho da âncora. O que havia, também ‘faleceu’. O Eduardo é quem subia e descia a âncora manualmente. Haja braço! O guincho é de fabricação italiana, marca Lofran’s, muito bem recomendado por diversos velejadores.

De resto, comprei também um carregador de baterias Xantrex, 40 amp. e um inversor, também Xantrex, 1000 w. A parte elétrica do Guga Buy está boa. Possui, como geração de energia, três painéis solares de 130W cada, o que supre a acumulação das baterias.

As compras foram feitas nesta loja aí.
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Vale observar que aqui os preços são bem mais em conta que em outras ilhas do Caribe. Em relação ao Brasil, nem se fala! Em decorrência disso, o comércio náutico aqui é bastante intenso, Todos os navegadores que passam por aqui, aproveitam os preços para equipar seus barcos.
Agora, estamos esperando o painel elétrico, da Paneltronics, que comprei em Miami, quando lá estive e será enviado esta semana. Depois de tudo instalado,  podemos navegar com mais tranqüilidade e conforto, com o barco dotado de vários equipamentos novos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

CARIBE - Sint Maarten (07/mar/2011)

Estávamos ancorados na baía de Simpson Bay, mas precisávamos adquirir alguns equipamentos que estavam faltando no Guga Buy. Por isso, optamos por atracar numa marina, no interior do lagoon, nas proximidades das lojas náuticas, para facilitar a aquisição e instalação.

O lagoon  é uma enorme lagoa de água salgada, ligada ao mar em dois pontos, um localizado no lado holandês, outro no lado francês, ambos com ponte levadiça. A maioria das marinas da ilha estão localizadas no lagoon.

Assim, de manhã, fomos dar entrada na aduana e imigração e após fomos procurar vaga  nas marinas. Conseguimos uma na Lagoon Marina, próximo a Budget Marine e Island Water World, as maiores lojas do ramo náutico na região.

Voltamos para a aduana para pagar pelo acesso ao lagoon (US$7,00 para atravessar a ponte e US$ 20,00 por semana para ficar no interior do lagoon).

Entramos no horário das 17:30 horas, último do dia. O Sérgio e seus filhos, Jonas e Carol, do veleiro Travessura,  nos acompanharam para ajudar na atracação.
Olha aí a fila para entrar no lagoon.
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Passando sob a ponte.
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A platéia no deck do Iate Clube, apreciando a entrada das embarcações
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Aí o Guga  Buy já atracado na marina.
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domingo, 13 de março de 2011

CARIBE – Sint Maarten/Saint Martin (06/mar/2011)



Antes de chegar em Sint Maarten, lado holandês da ilha, passamos por diversas outras ilhas. Uma delas chamou a atenção. Era Montserrat, onde há um vulcão ativo. Como passamos por lá ao entardecer, tivemos o privilégio de visualizar este espetáculo. Fumaça do vulcão misturada com as nuvens.

Do lado. oposto da ilha, em função da predominância da direção do vento naquela região, é proibida a navegação até determinada distância da ilha, devido a ocorrência de chuva ácida provocada pelo vulcão, o que provocaria danos nas embarcações, principalmente nas velas.
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De madrugada, a cerca de 20 milhas de Sint Maarten, atropelamos uma bóia que, possivelmente, sustentava um espinhel. O cabo enroscou-se no hélice. Como estávamos sem vento, propulsão a motor, acelerando, o cabo provocou um tranco e arrancou o eixo de seu encaixe original, ocasionando a entrada de água no barco. O Eduardo teve que mergulhar para empurrar o eixo, enquanto eu, junto ao motor, tentava ajustar o acoplador e selo mecânico. Depois de muito trabalho, conseguimos recolocar o eixo, precáriamente, só para não entrar mais água. Ainda bem que a bomba de porão deu conta do recado, pois entrou muita água. Não ligamos mais o motor e fomos velejando, mesmo com o pouquíssimo vento que soprava. Pelo rádio, chamamos o Bulimundo, que estava à nossa frente, para voltar e, se necessário, nos rebocar. Mas não foi necessário, conseguimos chegar velejando até o local de ancoragem.

Chegamos em Sint Maarten na manhã de um domingo. Em contato com o Dorival, do Luthier, via rádio, ele nos informou que haveria uma regata naquele dia e que muitos veleiros iriam ancorar na Simpson Bay, onde ele já estava ancorado, juntamente com o veleiro Travessura e onde iríamos ancorar. Se chegassemos juntamente com os participantes da regata, a situação se complicaria. Felizmente, chegamos antes. Quando chegamos ao local da ancoragem, com propulsão a vela, o Dorival, que já sabia de nosso problema com o eixo, colocou uma âncora, devidamente unhada (enterrada na areia),  e nos aguardou em seu bote, nos alcançando o cabo da âncora para amarramos no Guga Buy. A solidariedade do Dorival foi cativante e nos deu tranqüilidade para ancorar. E, complementando a recepção, apareceu o Sérgio, do veleiro Travessura, com duas baguetes para nosso café da manhã. Aliás, o Sérgio e seus filhos, Jonas e Carol, são incansáveis em nos dar dicas e indicar locais para compras.

Mesmo chegando na ancoragem com propulsão a vela, não podemos deixar de observar e fotografar as ‘máquinas’ que estavam ancoradas na Simpson Bay.
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Lembram da regata que falei? Olha aí os veleiros chegando! 150 participantes.
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Para sair de Simpson Bay e entrar no Lagoon, que é onde estão as marinas, existe uma ponte que abre em horários determinados, para passagem de embarcações. Logo após a ponte, à direita, o Iate Clube de Sint Maarten possui um bar, com um deck que permite visual para a ponte. Nos horários de entrada de embarcações, muitas pessoas vão lá para beber uma cerveja e assistir. É a maior festa. E neste dia, em função da regata e da entrega de prêmios, a festa foi ainda maior. Veja as embarcações entrando…
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platéia assistindo e fotografando.
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Rolou de tudo! Alegres mulheres de biquini…
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filosofia de cervejeiro… image
poses para fotografia…
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e por do sol.
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Repare na quantidade de botes no dingue dock do Iate Clube, das pessoas que foram assistir a entrada dos barcos.
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E, no lagoon, embarcações atracadas. O veleiro que aparece em primeiro plano, é transportado por um mega iate, para participar em regatas.image

sexta-feira, 11 de março de 2011

CARIBE – Martinica

20/fev/2011

Chegamos na França. Sim, Martinica é França. E, digam que não, para ver a raivosa reação dos habitantes da Martinica. É tão França que lá tem até Galerias Lafayette.

A velejada foi ótima, com vento de 15 nós e mar de almirante. Ancoramos em Port Marin, nas imediações da  Marina Le Marin, próximo do Luthier, em cuja companhia fizemos esta travessia. Os demais veleiros, Bulimundo e Flyer ficaram mais tempo em Santa Lucia. Mas, o vento que era ótimo durante a velejada, ficou bravo de repente e aumentou para cerca de 25 nós, dificultando a ancoragem.
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Barcos devidamente ancorados, desembarcamos para conhecer Port Marin e fazer a imigração. Era domingo. Salvo alguns bares ou restaurantes, tudo fechado, inclusive a aduana.

À noite, o Dorival e a Catarina nos obsequiaram com um jantar a bordo do Luthier. A foto, emprestei do blog do Luthier http://www.veleiro.net/luthier/
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Dia seguinte, fomos dar entrada na aduana. Tudo muito fácil. Preenche-se um formulário no computador deles, imprime-se e o oficial carimba a via impressa e nos devolve.  O passaporte não é carimbado, embora a entrada na aduana valha, também, como imigração.
Fomos de carona no bote do Luthier, pois o rotor no nosso motor de popa, novamente quebrou.

Ao sair da imigração, encontramos o casal Alain, francês e Márcia, paulistana que conhecemos na Refeno de 2008. Já os havíamos encontrado em  Tobago Cays, dias atrás. O Alain nos ajudou, porque é francês, a procurar um rotor. Não conseguimos nada. Este tipo de motor não é mais fabricado e não existem peças para ele.

À tarde, fomos até o Carrefour, onde comprei vinho Font Caillou, a 3,69 euros, Chateau Barrail Meyney, safra 2009, a 5,14 euros e Mouton Cadet a 12,95 euros.

Como não encontramos o rotor e estávamos muito longe para remar. ancoramos mais próximo da terra.

A falta de motor no bote nos dificultou um pouco. Tentamos conseguir uma vaga na marina Le Marin, sem sucesso. O Alain nos auxiliou e, via rádio, chamou diversas vezes. Pediam para ligar mais tarde. Ao ligar novamente, nem sequer atendiam o rádio. Segundo informações, a marina cresceu muito, mas o crescimento não foi acompanhado no sentido organizacional.

À noite começou um vento forte, que prometia continuar.

Dia seguinte, o vento, efetivamente,  continuou forte. Quando estávamos em terra, tanto o Guga Buy quanto o Luthier “garraram” (‘garrar’ significa que a âncora correu, não segurou o barco devido ao vento forte), mas sem sofrer nem provocar nenhum dano, apesar da grande quantidade de embarcações ancoradas.

Em terra, fomos caminhar em Port Marin, que possui um mercado náutico bastante grande, mas  os preços dos produtos são muito altos. Comprar algo lá, só na emergência. O Eduardo, mais tarde, conseguiu um rotor para o motor de popa, não original mas o tamanho serviu, ao preço de 32 euros.

Olha aí uma vista do local de ancoragem.
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Quando jantamos a bordo do Luthier, prometi fazer um risotto “a la milanesa”, para retribuir a gentileza, para o que, precisava de arroz arbório. No Carrefour não encontrei. Nem conheciam. Encontrei o arroz num outro supermercado, o Leader Price e, à noite, fiz o prometido risotto, convidando para o ágape, além do Dorival e Catarina. o Alain e a Márcia. Rolou um papo legal, regado com vinho (francês e chileno).
Martinica - Le Marin - jantar no Guga Buy
No dia seguinte, o vento continuava forte, incomodando. Resolvemos ir para outro local ali próximo, a Baía Sainte Anne. Um local pequeno, agradável, simpático e mais protegido.
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Caminhando, encontramos uma praia pequena, mas bem frequentada, onde haviam muitos bares e restaurantes, inclusive um Club Med
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Aí conhecemos o estilo francês de freqüentar a praia. As pessoas chegavam de carro e, na praia, sem qualquer constrangimento, trocavam a roupa que vestiam pela roupa de banho. As mulheres vestiam-se da maneira mais diversa possível: algumas vestidas demais, outras nem tanto. O top less rolava solto. Claro que não vou publicar neste blog todas as cenas que cliquei. Et voilá. Vive le France.
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À tardinha, um por do sol magnífico.
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E o vento continuava acelerado, mas naquela baía não incomodava muito, pois, como disse, era bem protegida.
Dia seguinte, o casal Alain e Márcia também foram para Sainte Anne. À noite, nos convidaram, bem como o Dorival e a Catarina, para jantar em seu veleiro. A Márcia dizia que não sabia cozinhar, mas fez dois pratos - entrada e principal - de profissional. Arrematou com uma tarte tatin. (torta de maçã)
O veleiro do Alain é um Beneteau 47.7. Espaçoso e muito confortável.
É esse aí,
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Todas as anses (enseadas), como, de resto, todas as baias que paramos, eram dotadas de dingue dock, local para amarrar os botes para desembarcar. Lá, em Sainte Anne, este era o dingue dock, que as  pessoas aproveitavam para, também, ver e fotografar o por do sol.
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E o vento continuava . Rajadas de 30 nós.

Na manhã seguinte, mesmo com vento forte, rajadas de 35 nós, saímos de Sainte Anne e fomos para Anse D'Arlet, uma vila também simpática. Até agora, à exceção de Kingstown, capítal de St.Vincent, todos os locais onde paramos foram agradáveis. Ancoramos defronte uma igreja, das que anunciam as horas com o sino. Quando conseguimos ancorar - a tença não era boa - soaram doze badaladas. E o vento continuava, sem tréguas.
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O Eduardo foi pilotar o fogão e fez um spaghetti à carbonara. Coloquei na geladeira, para refrescar, um Montes Alpha.
Após o almoço, fomos para Grande Anse D'Arlet. Haviam muitos veleiros, Ancoramos próximo ao píer de desembarque e, à tardinha, curtimos este por do sol.
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No dia seguinte, saímos em direção a Fort de France, a capital da Martinica. Dormimos em Anse Mitan, cerca de 3 milhas de Fort de France. Nos barcos ao redor, a mulherada bem à vontade. Uma delas, num catamarã, estava pilotando uma churrasqueira, somente com a parte inferior de um diminuto biquini. Em outro veleiro, outra mulher, vestida de forma igual, fazia as lides do barco. Ambas jovens e bonitas. Não dava para não olhar.

Ao meio dia, fizemos uma costela de gado angus, do Texas, daquelas compradas em Trinidad,  no forno, acompanhada do que sobrou da garrafa de  Montes Alpha.
Depois, um charuto e uma merecida soneca...até às 19:00 horas, que ninguém é de ferro.

Na manhã seguinte, rumamos para Fort de France. O vento continuava implacável. Chegou a 35 nós, na rajada.

Ancoramos ao lado do forte onde ancoram todos os veleiros que lá chegam, local bastante abrigado. Após a segunda tentativa, a ancoragem foi bem sucedida. Desembarcamos e fomos conhecer a cidade. Começamos caminhando pela periferia da cidade, à procura de uma loja náutica. Não sentimos nenhum perigo, as pessoas são bastante amistosas. Fomos num  bar e restaurante que tinha internet, Cyber Deliss, comemos uma salada italiana e, por conta disso, a internet foi gratuita.
Após o almoço, continuamos caminhando pela cidade e, numa barbearia, dessas de estilo antigo, cortei o cabelo que já estava bastante crescido e que não quis cortar em Santa Lucia. O barbeiro  da Martinica, mandou bem.
Quase sai de lá careca, pois pedi para cortar somente os cabelos brancos.
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Vimos uma loja que nos lembrou muito Floripa. E é de calçados também. Os que são de Florianópolis conhecem a Carioca Calçados. Claro que, esteticamente, nada a ver.
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Quando o Bulimundo chegou, como o John, seu comandante, precisava viajar para a China, alugou um carro e fomos procurar uma marina para ele deixar o veleiro. Conseguido o objetivo, paramos num Carrefour, para comprar carne, pois à noite iria rolar um churrasco a bordo do catamarã Fat Boy, do Nuno e da Patrícia, brasileiros. A carne comprada estava estragada, cheirando a podre, o que só percebemos após retirar da embalagem. Jogamos fora. O que salvou foi uma galinha que a Miriam, do Flyer, tinha a bordo.

Dia seguinte, o John resolveu levar seu veleiro até Sint Maarten, para deixa-lo numa marina lá, quqndo fosse para a China. Como estava sozinho, resolvemos acompanha-lo.
Paramos, em Saint Pierre, ainda na ilha de Martinica, aos pés de um vulcão inativo, para dormir.
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Esta cidade já foi destruída pelo vulcão agora inativo. Mas, ainda restaram seqüelas nas casas.
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Mesmo assim, a cidade é bastante simpática, bem como seus habitantes. A maioria nos cumprimentava nasa ruas. Fomos num barzinho, onde as mesas se localizavam no outro lado da rua. A garçonete, para servir os clientes, atravessava a rua, que possuía razoável trafego de veículos.
Aí estamos esperando vaga nas mesas.
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À noite, o mar balançou bastante. Não consegui dormir direito.

Na manhã seguinte saímos cedo, cerca de 05:00 horas, passamos pela ilha de Dominica sem parar e fomos para Iles des Saints.
Iles de Saints é um local marcante, bonito, uma vila com poucas ruas. Estava ancorado lá um navio a vela, utilizado para passeios turísticos. Acho que as velas são enfeite. Mas o barco é bonito.
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A água era muito transparente. Em qualquer baía das ilhas que formavam o arquipélago, haviam veleiros ancorados.
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Aliás, é característica do Caribe. Não vimos nenhuma enseada sem veleiros ancorados, em todas as ilhas.
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Neste ambiente, dormimos um sono tranquilo e reparador. O leve balanço do mar ajudou bastante.