sexta-feira, 11 de março de 2011

CARIBE – Martinica

20/fev/2011

Chegamos na França. Sim, Martinica é França. E, digam que não, para ver a raivosa reação dos habitantes da Martinica. É tão França que lá tem até Galerias Lafayette.

A velejada foi ótima, com vento de 15 nós e mar de almirante. Ancoramos em Port Marin, nas imediações da  Marina Le Marin, próximo do Luthier, em cuja companhia fizemos esta travessia. Os demais veleiros, Bulimundo e Flyer ficaram mais tempo em Santa Lucia. Mas, o vento que era ótimo durante a velejada, ficou bravo de repente e aumentou para cerca de 25 nós, dificultando a ancoragem.
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Barcos devidamente ancorados, desembarcamos para conhecer Port Marin e fazer a imigração. Era domingo. Salvo alguns bares ou restaurantes, tudo fechado, inclusive a aduana.

À noite, o Dorival e a Catarina nos obsequiaram com um jantar a bordo do Luthier. A foto, emprestei do blog do Luthier http://www.veleiro.net/luthier/
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Dia seguinte, fomos dar entrada na aduana. Tudo muito fácil. Preenche-se um formulário no computador deles, imprime-se e o oficial carimba a via impressa e nos devolve.  O passaporte não é carimbado, embora a entrada na aduana valha, também, como imigração.
Fomos de carona no bote do Luthier, pois o rotor no nosso motor de popa, novamente quebrou.

Ao sair da imigração, encontramos o casal Alain, francês e Márcia, paulistana que conhecemos na Refeno de 2008. Já os havíamos encontrado em  Tobago Cays, dias atrás. O Alain nos ajudou, porque é francês, a procurar um rotor. Não conseguimos nada. Este tipo de motor não é mais fabricado e não existem peças para ele.

À tarde, fomos até o Carrefour, onde comprei vinho Font Caillou, a 3,69 euros, Chateau Barrail Meyney, safra 2009, a 5,14 euros e Mouton Cadet a 12,95 euros.

Como não encontramos o rotor e estávamos muito longe para remar. ancoramos mais próximo da terra.

A falta de motor no bote nos dificultou um pouco. Tentamos conseguir uma vaga na marina Le Marin, sem sucesso. O Alain nos auxiliou e, via rádio, chamou diversas vezes. Pediam para ligar mais tarde. Ao ligar novamente, nem sequer atendiam o rádio. Segundo informações, a marina cresceu muito, mas o crescimento não foi acompanhado no sentido organizacional.

À noite começou um vento forte, que prometia continuar.

Dia seguinte, o vento, efetivamente,  continuou forte. Quando estávamos em terra, tanto o Guga Buy quanto o Luthier “garraram” (‘garrar’ significa que a âncora correu, não segurou o barco devido ao vento forte), mas sem sofrer nem provocar nenhum dano, apesar da grande quantidade de embarcações ancoradas.

Em terra, fomos caminhar em Port Marin, que possui um mercado náutico bastante grande, mas  os preços dos produtos são muito altos. Comprar algo lá, só na emergência. O Eduardo, mais tarde, conseguiu um rotor para o motor de popa, não original mas o tamanho serviu, ao preço de 32 euros.

Olha aí uma vista do local de ancoragem.
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Quando jantamos a bordo do Luthier, prometi fazer um risotto “a la milanesa”, para retribuir a gentileza, para o que, precisava de arroz arbório. No Carrefour não encontrei. Nem conheciam. Encontrei o arroz num outro supermercado, o Leader Price e, à noite, fiz o prometido risotto, convidando para o ágape, além do Dorival e Catarina. o Alain e a Márcia. Rolou um papo legal, regado com vinho (francês e chileno).
Martinica - Le Marin - jantar no Guga Buy
No dia seguinte, o vento continuava forte, incomodando. Resolvemos ir para outro local ali próximo, a Baía Sainte Anne. Um local pequeno, agradável, simpático e mais protegido.
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Caminhando, encontramos uma praia pequena, mas bem frequentada, onde haviam muitos bares e restaurantes, inclusive um Club Med
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Aí conhecemos o estilo francês de freqüentar a praia. As pessoas chegavam de carro e, na praia, sem qualquer constrangimento, trocavam a roupa que vestiam pela roupa de banho. As mulheres vestiam-se da maneira mais diversa possível: algumas vestidas demais, outras nem tanto. O top less rolava solto. Claro que não vou publicar neste blog todas as cenas que cliquei. Et voilá. Vive le France.
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À tardinha, um por do sol magnífico.
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E o vento continuava acelerado, mas naquela baía não incomodava muito, pois, como disse, era bem protegida.
Dia seguinte, o casal Alain e Márcia também foram para Sainte Anne. À noite, nos convidaram, bem como o Dorival e a Catarina, para jantar em seu veleiro. A Márcia dizia que não sabia cozinhar, mas fez dois pratos - entrada e principal - de profissional. Arrematou com uma tarte tatin. (torta de maçã)
O veleiro do Alain é um Beneteau 47.7. Espaçoso e muito confortável.
É esse aí,
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Todas as anses (enseadas), como, de resto, todas as baias que paramos, eram dotadas de dingue dock, local para amarrar os botes para desembarcar. Lá, em Sainte Anne, este era o dingue dock, que as  pessoas aproveitavam para, também, ver e fotografar o por do sol.
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E o vento continuava . Rajadas de 30 nós.

Na manhã seguinte, mesmo com vento forte, rajadas de 35 nós, saímos de Sainte Anne e fomos para Anse D'Arlet, uma vila também simpática. Até agora, à exceção de Kingstown, capítal de St.Vincent, todos os locais onde paramos foram agradáveis. Ancoramos defronte uma igreja, das que anunciam as horas com o sino. Quando conseguimos ancorar - a tença não era boa - soaram doze badaladas. E o vento continuava, sem tréguas.
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O Eduardo foi pilotar o fogão e fez um spaghetti à carbonara. Coloquei na geladeira, para refrescar, um Montes Alpha.
Após o almoço, fomos para Grande Anse D'Arlet. Haviam muitos veleiros, Ancoramos próximo ao píer de desembarque e, à tardinha, curtimos este por do sol.
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No dia seguinte, saímos em direção a Fort de France, a capital da Martinica. Dormimos em Anse Mitan, cerca de 3 milhas de Fort de France. Nos barcos ao redor, a mulherada bem à vontade. Uma delas, num catamarã, estava pilotando uma churrasqueira, somente com a parte inferior de um diminuto biquini. Em outro veleiro, outra mulher, vestida de forma igual, fazia as lides do barco. Ambas jovens e bonitas. Não dava para não olhar.

Ao meio dia, fizemos uma costela de gado angus, do Texas, daquelas compradas em Trinidad,  no forno, acompanhada do que sobrou da garrafa de  Montes Alpha.
Depois, um charuto e uma merecida soneca...até às 19:00 horas, que ninguém é de ferro.

Na manhã seguinte, rumamos para Fort de France. O vento continuava implacável. Chegou a 35 nós, na rajada.

Ancoramos ao lado do forte onde ancoram todos os veleiros que lá chegam, local bastante abrigado. Após a segunda tentativa, a ancoragem foi bem sucedida. Desembarcamos e fomos conhecer a cidade. Começamos caminhando pela periferia da cidade, à procura de uma loja náutica. Não sentimos nenhum perigo, as pessoas são bastante amistosas. Fomos num  bar e restaurante que tinha internet, Cyber Deliss, comemos uma salada italiana e, por conta disso, a internet foi gratuita.
Após o almoço, continuamos caminhando pela cidade e, numa barbearia, dessas de estilo antigo, cortei o cabelo que já estava bastante crescido e que não quis cortar em Santa Lucia. O barbeiro  da Martinica, mandou bem.
Quase sai de lá careca, pois pedi para cortar somente os cabelos brancos.
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Vimos uma loja que nos lembrou muito Floripa. E é de calçados também. Os que são de Florianópolis conhecem a Carioca Calçados. Claro que, esteticamente, nada a ver.
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Quando o Bulimundo chegou, como o John, seu comandante, precisava viajar para a China, alugou um carro e fomos procurar uma marina para ele deixar o veleiro. Conseguido o objetivo, paramos num Carrefour, para comprar carne, pois à noite iria rolar um churrasco a bordo do catamarã Fat Boy, do Nuno e da Patrícia, brasileiros. A carne comprada estava estragada, cheirando a podre, o que só percebemos após retirar da embalagem. Jogamos fora. O que salvou foi uma galinha que a Miriam, do Flyer, tinha a bordo.

Dia seguinte, o John resolveu levar seu veleiro até Sint Maarten, para deixa-lo numa marina lá, quqndo fosse para a China. Como estava sozinho, resolvemos acompanha-lo.
Paramos, em Saint Pierre, ainda na ilha de Martinica, aos pés de um vulcão inativo, para dormir.
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Esta cidade já foi destruída pelo vulcão agora inativo. Mas, ainda restaram seqüelas nas casas.
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Mesmo assim, a cidade é bastante simpática, bem como seus habitantes. A maioria nos cumprimentava nasa ruas. Fomos num barzinho, onde as mesas se localizavam no outro lado da rua. A garçonete, para servir os clientes, atravessava a rua, que possuía razoável trafego de veículos.
Aí estamos esperando vaga nas mesas.
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À noite, o mar balançou bastante. Não consegui dormir direito.

Na manhã seguinte saímos cedo, cerca de 05:00 horas, passamos pela ilha de Dominica sem parar e fomos para Iles des Saints.
Iles de Saints é um local marcante, bonito, uma vila com poucas ruas. Estava ancorado lá um navio a vela, utilizado para passeios turísticos. Acho que as velas são enfeite. Mas o barco é bonito.
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A água era muito transparente. Em qualquer baía das ilhas que formavam o arquipélago, haviam veleiros ancorados.
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Aliás, é característica do Caribe. Não vimos nenhuma enseada sem veleiros ancorados, em todas as ilhas.
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Neste ambiente, dormimos um sono tranquilo e reparador. O leve balanço do mar ajudou bastante.

quarta-feira, 9 de março de 2011

CARIBE - Santa Lucia

14/fev/2011
Saímos de Willallabou cerca de 01 hora da manhã, para chegar de dia em Santa Lúcia.
Efetivamente, chegamos de manhã, chamamos pelo rádio o Dorival, do veleiro Luthier, que já estava lá e que nos ajudou a atracar. A marina é de 1º mundo. Bonita, limpa, bem organizada. Fomos fazer a imigração e outra impressão agradável: a aduana, imigração e a capitania deles, tudo numa mesma sala, facilitando bastante a burocracia de entrada no país. A  ilhas que visitamos, ou são países independentes, ou vinculadas a outros países, o que demanda oficializar a entrada dos barcos e das tripulações, claro que sempre com burocracia.

Esta é a marina.
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Depois de efetivada a entrada na ilha, recebemos a notícia, muito triste, do falecimento do Vail Mony. Essa notícia nos deixou arrasados, devido à amizade que nutríamos por ele e sua esposa Helena.

Aí está o Vail, abraçado em mim, ao lado da Helena, do Janjão e do Zé Toriba,em Camamu, BA, no Cruzeiro Costa Leste 2010. Esta foto emprestei do blog do Beltrão.
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No dia seguinte, fomos conhecer as redondezas da marina. Ela se localiza na Rodney Bay, uma baía de águas calmas e rodeadas de construções de luxo e bom gosto. No final da baía, uma ótima estrutura de restaurantes, cassino, shopping center, bares, supermercados, etc…
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Fomos conhecer Castries, a capital da ilha, O John, o Eduardo e eu. Como os tres estavam cabeludos, procuramos um cabeleireiro. O que encontramos, usava somente máquina para cortar cabelo. Tesoura, nem pensar. O John e o Eduardo rasparam a cabeça. Eu não criei coragem e fiquei com os cabelos longos, mesmo.
Almoçamos num restaurante com vista para a baía e o porto.
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CARIBE - Saint Vincent


11/fev/2011
Em St. Vincent, atracamos na Marina Blue Lagon, sul da ilha, de propriedade da Sunsail, uma locadora de veleiros. Paguei EC$80,00 por dia. A marina era razoável, mas o mar mexia muito e ficava longe da cidade. Não nos foi cobrado água nem energia, embora houvesse previsão de cobrança. A internet, no barco, era precária. Tínhamos que ir próximo ao escritório da marina para conseguir melhor conexão.
St. Vicent 11-2-2011 12-29-48
Dia seguinte, fomos passear pela cidade em van alugada. Choveu o dia todo e pouco aproveitamos. Talvez em decorrência do dia chuvoso, mas a cidade nos pareceu feia, sem atrativos.
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image Navegando em direção a Santa Lucia, paramos na baía de Wallillabou, local onde rodou o filme Piratas do Caribe. Ao chegarmos, um barquinho estava na baía, acenando para nós. Pensamos que se tratava de pescador, avisando haver rede ali. Nós desviávamos e ele ia para cima de nós. Era um boat boy querendo nos alugar uma poita. Mas, como o John, do Bulimundo, chegou antes, negociou três poitas.
Quem nos alugou as poitas foi o proprietário do restaurante que fica ao lado do que foi o set de filmagem. Cobrou, por cada poita, a importância de EC$30,00. Desse valor, EC$20,00 podia ser descontado se jantássemos no seu restaurante, o que realmente aconteceu. A cozinha era boa e nos permitiram levar nosso vinho.
Vejam o local.
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terça-feira, 8 de março de 2011

BEQUIA

08/FEV.2011
A próxima ilha visitada foi Béquia. Não fugia da característica de todas as ilhas até agora: grande quantidade de veleiros ancorados.






Tentamos ancorar por duas vezes, mas a âncora não unhava. A tença não era boa para âncora Bruce. Descobrimos, depois, que a âncora Delta é mais apropriada para aquele tipo de tença. Como não tínhamos uma Delta, alugamos uma poita bem próximo ao dingue dock, que é o local onde deixam os botes para desembarque. Lá se foram mais EC$40,00 por dia.
Enquanto procurava uma poita, por duas vezes ouvi ruído de batida na quilha, embora a profundidade fosse suficiente para o Guga Buy. O Eduardo mergulhou para verificar e concluímos que as batidas foram em poitas afundadas. Mas o estrago foi pequeno. Olha ele aí.
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Na foto, os rastafáris que nos alugaram a poita e, ao fundo, o dingue dock.
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Que é esse daí…
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E, falando em rastafári, existem muitos nas ilhas que já visitamos.
Num mercado de frutas e legumes, em Bequia, um rastafári, que vendia verduras e legumes, pediu  para o  Eduardo o isqueiro e, sem a menor cerimônia, acendeu um “baseado”. Lá é comum o consumo de maconha. Me disseram que o consumo de maconha faz parte dos rituais religiosos dos rastafáris. É ruim, hein??
Os restaurantes são bons, comida de qualidade e preços bons. Até uma insólita pizza Hut tem lá.
Vejam a fachada da pizzaria.
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Ficamos lá uns três dias, em companhia dos veleiros Bulimundo e Flyer. Alugamos uma camionete, tipo jardineira, para conhecer a ilha. As estradas são todas asfaltadas e, do alto dos morros, o visual é  bonito.
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Na volta do passeio, passamos por uma cooperativa de pesca para comprar lagostas. Elas são capturadas a cerca de 20 milhas da ilha e são guardadas em gaiolas, no mar.
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À noite, num restaurante defronte o local onde estávamos ancorados, houve a apresentação de uma banda, cujos instrumentos eram formados por tambores metálicos.. Musica diferente, som agradável.
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quinta-feira, 3 de março de 2011

CANOUAN

 

06/FEV/2011

 

Em Canouan, andamos somente nas proximidades de onde ancoramos, defronte um resort, o Tamarindo . Era domingo e estava quase tudo fechado. Não quisemos almoçar no resort, para caminhar e conhecer um pouco da ilha. Encontramos um pequeno restaurante aberto, onde almoçamos. Detalhe, o restaurante foi montado com vários containers. Parecia um lego.

Canouan

Estávamos almoçando quando chegaram essas duas figurinhas. Eram filhos da dona do restaurante e deduzimos que estavam fazendo a primeira comunhão, ou algo parecido, pois a mãe trazia uma bíblia nas mãos. Detalhe: a menina se equilibrava num salto alto e o irmão a ajudava.

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Parte do visual que tínhamos do restaurante.

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Depois do almoço, voltamos para o resort, compramos um período de internet e procuramos um local próximo para usar os computadores. Vejam que local encontramos. Ruim, hein?!!!

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Mas, nem tudo é prazer. A tardinha, saímos do tranquilo ancoradouro que estávamos e fomos para uma pequena baía, ali próximo, pois a Miriam e os filhos, do veleiro Flyer, que estavam conosco, queriam mergulhar. O local causou má impressão. Havia uma rampa para carga e descarga e diversos sacos empilhados, parecendo conter cal. O Eduardo mergulhou e viu pneus e sujeira no fundo do mar.

Mesmo assim, resolvemos ficar para dormir e sair no dia seguinte. Mas, à noite, entrou um vento leste de mais de 30 nós, o Guga Buy “garrou”. Devido a isso, para não acordarmos no meio do oceano, levantamos âncora e voltamos à ancoragem anterior. O vento era tão forte que pegamos a primeira poita que apareceu, afastada da ancoragem original, que era bem próxima à terra, portando, mais abrigada. O barco ficou firme, mas o vento fazia tanto barulho e o veleiro dançava para os lados que o sono foi muito conturbado.

De manhã cedo,acercou-se o boat boy local para cobrar a utilização da poita. Explicamos que a usamos somente algumas horas, daí ele cobrou somente metade do valor. Os caras não perdem tempo. Mas…é o ganha pão deles.Paguei então EC$30,00 (dólar do Caribe).

TOBAGO CAYS

Tínhamos a informação de que Tobago Cays era muito bonita, que valia a pena conhecer. Fomos lá e constatamos que não era só bonita, É um espetáculo. Uma baia emoldurada por quatro ilhas, com muitos veleiros ancorados.
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A água é transparente e a fauna marinha é abundante.
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As tartarugas permitem que sejam tocadas pelos humanos, sem nenhuma reação.IMG_0037
O por do sol é algo indescritível. Olha ele aí…
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À tardinha, um habitante da região, Walker, nos procurou. oferecendo baguetes e croissants para o café da manhã. Encomendamos e, às 07:30 horas do dia seguinte, horário combinado, lá estava Walker com uma baguete e dois croissants quentinhos, entregues no cockpit do Guga Buy. Maior conforto.
Tobago Cays o-2 Tobago Cays o-3

terça-feira, 1 de março de 2011

VELEJANDO PELO CARIBE

 
Até Trinidad & Tobago, o Beltrão relatou nossa viagem, através de seu blog: http://www.veleirotingua.blogspot.com/
Nossa estadia em Chaguaramas,Trinidad, foi longa demais, por conta das dificuldades de encontrarmos peças, mão de obra adequada, etc... Esse etc... quer dizer: “Já que estamos aqui, vamos instalar mais isso, mais aquilo”. Mas, no final, nossas necessidades foram atendidas e saímos satisfeitos.
Saímos de Chaguaramas no dia 31 de janeiro, em direção a Union Island, com um mar alto, navegação bastante desconfortável. Conseguimos velejar até Granada, mas dali em diante, vento na proa e foi só motor.
Não paramos em Granada devido a informações negativas, que não se confirmaram, pois as mesmas pessoas que nos deram informações negativas ficaram lá, para manutenção de seus barcos e só elogiaram. Então, deixamos de conhecer um belo local.
As informações acerca de locais, bons ou ruins, devem ser recebidas com muita cautela, porque, o que é bom para um, é ruim para outro, e vice-versa. Assim, resolvemos que, dali em diante, conheceríamos todos os locais possíveis e avaliaríamos segundo nossa percepção.
UNION ISLAND
1º/fev/2011
Chegamos em Union Islan pelas 15:00 horas do dia 1º de fevereiro. Na chegada, fomos abordados por um boat boy, oferecendo uma poita. – boat boys são pessoas da ilha que ficam circulando com seus caíques, prestando os mais diversos serviços, como oferta de poitas, taxi, venda de combustível, dentre outras -. Lá, como em outras ilhas, as poitas são públicas, mas são cobradas pelos boat boys. O que aborda primeiro a embarcação que está chegando, indica a poita e cobra.
Negociamos o preço e, de EC$60,00(dólar do leste do Caribe), baixou para EC$40,00, cerca de R$27,00 por noite. A poita tem a grande vantagem de segurar melhor o barco, em caso de ventos fortes. E foi o que ocorreu. Ventos superiores a 20 nós.
Nossa poita ficava bem defronte o Anchorage Yatch Club, um misto de marina e hotel, onde conseguimos conectar a internet e utilizar seu píer para desembarcar.
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A capital da ilha é Clifton, com cerca de 3.000 habitantes. A água que serve os moradores e visitantes é proveniente da coleta de água de chuva e dessalinização da água do mar. Todas as casas possuem calhas para coleta e recipiente para armazenar a água da chuva. Segundo o guia que nos conduziu pela ilha, nela nunca faltou água.
Union Islan (91)
Chamou a atenção a existência de muitas casas novas, bem construídas, parecendo desabitadas. Segundo nosso guia, elas foram construídas por moradores locais que foram para a Europa e Estados Unidos trabalhar, e construíram as casas para voltar a residir na ilha, após a aposentadoria.
Union Islan (73)
Union Island foi, para nós, praticamente o início do Caribe. As águas já são transparentes e as ilhas emolduram o mar. Union Islandimage