Este é o blog do Veleiro Guga Buy, do Iate Clube de Santa Catarina - Veleiros da Ilha, de Florianópolis
sexta-feira, 11 de março de 2011
CARIBE – Martinica
quarta-feira, 9 de março de 2011
CARIBE - Santa Lucia
Saímos de Willallabou cerca de 01 hora da manhã, para chegar de dia em Santa Lúcia.
Efetivamente, chegamos de manhã, chamamos pelo rádio o Dorival, do veleiro Luthier, que já estava lá e que nos ajudou a atracar. A marina é de 1º mundo. Bonita, limpa, bem organizada. Fomos fazer a imigração e outra impressão agradável: a aduana, imigração e a capitania deles, tudo numa mesma sala, facilitando bastante a burocracia de entrada no país. A ilhas que visitamos, ou são países independentes, ou vinculadas a outros países, o que demanda oficializar a entrada dos barcos e das tripulações, claro que sempre com burocracia.
Esta é a marina.
Depois de efetivada a entrada na ilha, recebemos a notícia, muito triste, do falecimento do Vail Mony. Essa notícia nos deixou arrasados, devido à amizade que nutríamos por ele e sua esposa Helena.
Aí está o Vail, abraçado em mim, ao lado da Helena, do Janjão e do Zé Toriba,em Camamu, BA, no Cruzeiro Costa Leste 2010. Esta foto emprestei do blog do Beltrão.
No dia seguinte, fomos conhecer as redondezas da marina. Ela se localiza na Rodney Bay, uma baía de águas calmas e rodeadas de construções de luxo e bom gosto. No final da baía, uma ótima estrutura de restaurantes, cassino, shopping center, bares, supermercados, etc…
Fomos conhecer Castries, a capital da ilha, O John, o Eduardo e eu. Como os tres estavam cabeludos, procuramos um cabeleireiro. O que encontramos, usava somente máquina para cortar cabelo. Tesoura, nem pensar. O John e o Eduardo rasparam a cabeça. Eu não criei coragem e fiquei com os cabelos longos, mesmo.
Almoçamos num restaurante com vista para a baía e o porto.
CARIBE - Saint Vincent
11/fev/2011
Em St. Vincent, atracamos na Marina Blue Lagon, sul da ilha, de propriedade da Sunsail, uma locadora de veleiros. Paguei EC$80,00 por dia. A marina era razoável, mas o mar mexia muito e ficava longe da cidade. Não nos foi cobrado água nem energia, embora houvesse previsão de cobrança. A internet, no barco, era precária. Tínhamos que ir próximo ao escritório da marina para conseguir melhor conexão.
Dia seguinte, fomos passear pela cidade em van alugada. Choveu o dia todo e pouco aproveitamos. Talvez em decorrência do dia chuvoso, mas a cidade nos pareceu feia, sem atrativos.
Vejam o local.
terça-feira, 8 de março de 2011
BEQUIA
Na foto, os rastafáris que nos alugaram a poita e, ao fundo, o dingue dock.
Que é esse daí…
E, falando em rastafári, existem muitos nas ilhas que já visitamos.
Num mercado de frutas e legumes, em Bequia, um rastafári, que vendia verduras e legumes, pediu para o Eduardo o isqueiro e, sem a menor cerimônia, acendeu um “baseado”. Lá é comum o consumo de maconha. Me disseram que o consumo de maconha faz parte dos rituais religiosos dos rastafáris. É ruim, hein??
Os restaurantes são bons, comida de qualidade e preços bons. Até uma insólita pizza Hut tem lá.
Vejam a fachada da pizzaria.
Ficamos lá uns três dias, em companhia dos veleiros Bulimundo e Flyer. Alugamos uma camionete, tipo jardineira, para conhecer a ilha. As estradas são todas asfaltadas e, do alto dos morros, o visual é bonito.
Na volta do passeio, passamos por uma cooperativa de pesca para comprar lagostas. Elas são capturadas a cerca de 20 milhas da ilha e são guardadas em gaiolas, no mar.
À noite, num restaurante defronte o local onde estávamos ancorados, houve a apresentação de uma banda, cujos instrumentos eram formados por tambores metálicos.. Musica diferente, som agradável.
quinta-feira, 3 de março de 2011
CANOUAN
06/FEV/2011
Em Canouan, andamos somente nas proximidades de onde ancoramos, defronte um resort, o Tamarindo . Era domingo e estava quase tudo fechado. Não quisemos almoçar no resort, para caminhar e conhecer um pouco da ilha. Encontramos um pequeno restaurante aberto, onde almoçamos. Detalhe, o restaurante foi montado com vários containers. Parecia um lego.
Estávamos almoçando quando chegaram essas duas figurinhas. Eram filhos da dona do restaurante e deduzimos que estavam fazendo a primeira comunhão, ou algo parecido, pois a mãe trazia uma bíblia nas mãos. Detalhe: a menina se equilibrava num salto alto e o irmão a ajudava.
Parte do visual que tínhamos do restaurante.
Depois do almoço, voltamos para o resort, compramos um período de internet e procuramos um local próximo para usar os computadores. Vejam que local encontramos. Ruim, hein?!!!
Mas, nem tudo é prazer. A tardinha, saímos do tranquilo ancoradouro que estávamos e fomos para uma pequena baía, ali próximo, pois a Miriam e os filhos, do veleiro Flyer, que estavam conosco, queriam mergulhar. O local causou má impressão. Havia uma rampa para carga e descarga e diversos sacos empilhados, parecendo conter cal. O Eduardo mergulhou e viu pneus e sujeira no fundo do mar.
Mesmo assim, resolvemos ficar para dormir e sair no dia seguinte. Mas, à noite, entrou um vento leste de mais de 30 nós, o Guga Buy “garrou”. Devido a isso, para não acordarmos no meio do oceano, levantamos âncora e voltamos à ancoragem anterior. O vento era tão forte que pegamos a primeira poita que apareceu, afastada da ancoragem original, que era bem próxima à terra, portando, mais abrigada. O barco ficou firme, mas o vento fazia tanto barulho e o veleiro dançava para os lados que o sono foi muito conturbado.
De manhã cedo,acercou-se o boat boy local para cobrar a utilização da poita. Explicamos que a usamos somente algumas horas, daí ele cobrou somente metade do valor. Os caras não perdem tempo. Mas…é o ganha pão deles.Paguei então EC$30,00 (dólar do Caribe).
TOBAGO CAYS
As tartarugas permitem que sejam tocadas pelos humanos, sem nenhuma reação.
O por do sol é algo indescritível. Olha ele aí…
À tardinha, um habitante da região, Walker, nos procurou. oferecendo baguetes e croissants para o café da manhã. Encomendamos e, às 07:30 horas do dia seguinte, horário combinado, lá estava Walker com uma baguete e dois croissants quentinhos, entregues no cockpit do Guga Buy. Maior conforto.
terça-feira, 1 de março de 2011
VELEJANDO PELO CARIBE
Até Trinidad & Tobago, o Beltrão relatou nossa viagem, através de seu blog: http://www.veleirotingua.blogspot.com/
Nossa estadia em Chaguaramas,Trinidad, foi longa demais, por conta das dificuldades de encontrarmos peças, mão de obra adequada, etc... Esse etc... quer dizer: “Já que estamos aqui, vamos instalar mais isso, mais aquilo”. Mas, no final, nossas necessidades foram atendidas e saímos satisfeitos.
Saímos de Chaguaramas no dia 31 de janeiro, em direção a Union Island, com um mar alto, navegação bastante desconfortável. Conseguimos velejar até Granada, mas dali em diante, vento na proa e foi só motor.
Não paramos em Granada devido a informações negativas, que não se confirmaram, pois as mesmas pessoas que nos deram informações negativas ficaram lá, para manutenção de seus barcos e só elogiaram. Então, deixamos de conhecer um belo local.
As informações acerca de locais, bons ou ruins, devem ser recebidas com muita cautela, porque, o que é bom para um, é ruim para outro, e vice-versa. Assim, resolvemos que, dali em diante, conheceríamos todos os locais possíveis e avaliaríamos segundo nossa percepção.
UNION ISLAND
1º/fev/2011
Chegamos em Union Islan pelas 15:00 horas do dia 1º de fevereiro. Na chegada, fomos abordados por um boat boy, oferecendo uma poita. – boat boys são pessoas da ilha que ficam circulando com seus caíques, prestando os mais diversos serviços, como oferta de poitas, taxi, venda de combustível, dentre outras -. Lá, como em outras ilhas, as poitas são públicas, mas são cobradas pelos boat boys. O que aborda primeiro a embarcação que está chegando, indica a poita e cobra.
Negociamos o preço e, de EC$60,00(dólar do leste do Caribe), baixou para EC$40,00, cerca de R$27,00 por noite. A poita tem a grande vantagem de segurar melhor o barco, em caso de ventos fortes. E foi o que ocorreu. Ventos superiores a 20 nós.
Nossa poita ficava bem defronte o Anchorage Yatch Club, um misto de marina e hotel, onde conseguimos conectar a internet e utilizar seu píer para desembarcar.
A capital da ilha é Clifton, com cerca de 3.000 habitantes. A água que serve os moradores e visitantes é proveniente da coleta de água de chuva e dessalinização da água do mar. Todas as casas possuem calhas para coleta e recipiente para armazenar a água da chuva. Segundo o guia que nos conduziu pela ilha, nela nunca faltou água.
Chamou a atenção a existência de muitas casas novas, bem construídas, parecendo desabitadas. Segundo nosso guia, elas foram construídas por moradores locais que foram para a Europa e Estados Unidos trabalhar, e construíram as casas para voltar a residir na ilha, após a aposentadoria.
Union Island foi, para nós, praticamente o início do Caribe. As águas já são transparentes e as ilhas emolduram o mar.