quarta-feira, 9 de março de 2011

CARIBE - Santa Lucia

14/fev/2011
Saímos de Willallabou cerca de 01 hora da manhã, para chegar de dia em Santa Lúcia.
Efetivamente, chegamos de manhã, chamamos pelo rádio o Dorival, do veleiro Luthier, que já estava lá e que nos ajudou a atracar. A marina é de 1º mundo. Bonita, limpa, bem organizada. Fomos fazer a imigração e outra impressão agradável: a aduana, imigração e a capitania deles, tudo numa mesma sala, facilitando bastante a burocracia de entrada no país. A  ilhas que visitamos, ou são países independentes, ou vinculadas a outros países, o que demanda oficializar a entrada dos barcos e das tripulações, claro que sempre com burocracia.

Esta é a marina.
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Depois de efetivada a entrada na ilha, recebemos a notícia, muito triste, do falecimento do Vail Mony. Essa notícia nos deixou arrasados, devido à amizade que nutríamos por ele e sua esposa Helena.

Aí está o Vail, abraçado em mim, ao lado da Helena, do Janjão e do Zé Toriba,em Camamu, BA, no Cruzeiro Costa Leste 2010. Esta foto emprestei do blog do Beltrão.
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No dia seguinte, fomos conhecer as redondezas da marina. Ela se localiza na Rodney Bay, uma baía de águas calmas e rodeadas de construções de luxo e bom gosto. No final da baía, uma ótima estrutura de restaurantes, cassino, shopping center, bares, supermercados, etc…
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Fomos conhecer Castries, a capital da ilha, O John, o Eduardo e eu. Como os tres estavam cabeludos, procuramos um cabeleireiro. O que encontramos, usava somente máquina para cortar cabelo. Tesoura, nem pensar. O John e o Eduardo rasparam a cabeça. Eu não criei coragem e fiquei com os cabelos longos, mesmo.
Almoçamos num restaurante com vista para a baía e o porto.
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CARIBE - Saint Vincent


11/fev/2011
Em St. Vincent, atracamos na Marina Blue Lagon, sul da ilha, de propriedade da Sunsail, uma locadora de veleiros. Paguei EC$80,00 por dia. A marina era razoável, mas o mar mexia muito e ficava longe da cidade. Não nos foi cobrado água nem energia, embora houvesse previsão de cobrança. A internet, no barco, era precária. Tínhamos que ir próximo ao escritório da marina para conseguir melhor conexão.
St. Vicent 11-2-2011 12-29-48
Dia seguinte, fomos passear pela cidade em van alugada. Choveu o dia todo e pouco aproveitamos. Talvez em decorrência do dia chuvoso, mas a cidade nos pareceu feia, sem atrativos.
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image Navegando em direção a Santa Lucia, paramos na baía de Wallillabou, local onde rodou o filme Piratas do Caribe. Ao chegarmos, um barquinho estava na baía, acenando para nós. Pensamos que se tratava de pescador, avisando haver rede ali. Nós desviávamos e ele ia para cima de nós. Era um boat boy querendo nos alugar uma poita. Mas, como o John, do Bulimundo, chegou antes, negociou três poitas.
Quem nos alugou as poitas foi o proprietário do restaurante que fica ao lado do que foi o set de filmagem. Cobrou, por cada poita, a importância de EC$30,00. Desse valor, EC$20,00 podia ser descontado se jantássemos no seu restaurante, o que realmente aconteceu. A cozinha era boa e nos permitiram levar nosso vinho.
Vejam o local.
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terça-feira, 8 de março de 2011

BEQUIA

08/FEV.2011
A próxima ilha visitada foi Béquia. Não fugia da característica de todas as ilhas até agora: grande quantidade de veleiros ancorados.






Tentamos ancorar por duas vezes, mas a âncora não unhava. A tença não era boa para âncora Bruce. Descobrimos, depois, que a âncora Delta é mais apropriada para aquele tipo de tença. Como não tínhamos uma Delta, alugamos uma poita bem próximo ao dingue dock, que é o local onde deixam os botes para desembarque. Lá se foram mais EC$40,00 por dia.
Enquanto procurava uma poita, por duas vezes ouvi ruído de batida na quilha, embora a profundidade fosse suficiente para o Guga Buy. O Eduardo mergulhou para verificar e concluímos que as batidas foram em poitas afundadas. Mas o estrago foi pequeno. Olha ele aí.
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Na foto, os rastafáris que nos alugaram a poita e, ao fundo, o dingue dock.
Bequia 9-2-2011 18-05-29
Que é esse daí…
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E, falando em rastafári, existem muitos nas ilhas que já visitamos.
Num mercado de frutas e legumes, em Bequia, um rastafári, que vendia verduras e legumes, pediu  para o  Eduardo o isqueiro e, sem a menor cerimônia, acendeu um “baseado”. Lá é comum o consumo de maconha. Me disseram que o consumo de maconha faz parte dos rituais religiosos dos rastafáris. É ruim, hein??
Os restaurantes são bons, comida de qualidade e preços bons. Até uma insólita pizza Hut tem lá.
Vejam a fachada da pizzaria.
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Ficamos lá uns três dias, em companhia dos veleiros Bulimundo e Flyer. Alugamos uma camionete, tipo jardineira, para conhecer a ilha. As estradas são todas asfaltadas e, do alto dos morros, o visual é  bonito.
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Na volta do passeio, passamos por uma cooperativa de pesca para comprar lagostas. Elas são capturadas a cerca de 20 milhas da ilha e são guardadas em gaiolas, no mar.
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À noite, num restaurante defronte o local onde estávamos ancorados, houve a apresentação de uma banda, cujos instrumentos eram formados por tambores metálicos.. Musica diferente, som agradável.
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quinta-feira, 3 de março de 2011

CANOUAN

 

06/FEV/2011

 

Em Canouan, andamos somente nas proximidades de onde ancoramos, defronte um resort, o Tamarindo . Era domingo e estava quase tudo fechado. Não quisemos almoçar no resort, para caminhar e conhecer um pouco da ilha. Encontramos um pequeno restaurante aberto, onde almoçamos. Detalhe, o restaurante foi montado com vários containers. Parecia um lego.

Canouan

Estávamos almoçando quando chegaram essas duas figurinhas. Eram filhos da dona do restaurante e deduzimos que estavam fazendo a primeira comunhão, ou algo parecido, pois a mãe trazia uma bíblia nas mãos. Detalhe: a menina se equilibrava num salto alto e o irmão a ajudava.

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Parte do visual que tínhamos do restaurante.

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Depois do almoço, voltamos para o resort, compramos um período de internet e procuramos um local próximo para usar os computadores. Vejam que local encontramos. Ruim, hein?!!!

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Mas, nem tudo é prazer. A tardinha, saímos do tranquilo ancoradouro que estávamos e fomos para uma pequena baía, ali próximo, pois a Miriam e os filhos, do veleiro Flyer, que estavam conosco, queriam mergulhar. O local causou má impressão. Havia uma rampa para carga e descarga e diversos sacos empilhados, parecendo conter cal. O Eduardo mergulhou e viu pneus e sujeira no fundo do mar.

Mesmo assim, resolvemos ficar para dormir e sair no dia seguinte. Mas, à noite, entrou um vento leste de mais de 30 nós, o Guga Buy “garrou”. Devido a isso, para não acordarmos no meio do oceano, levantamos âncora e voltamos à ancoragem anterior. O vento era tão forte que pegamos a primeira poita que apareceu, afastada da ancoragem original, que era bem próxima à terra, portando, mais abrigada. O barco ficou firme, mas o vento fazia tanto barulho e o veleiro dançava para os lados que o sono foi muito conturbado.

De manhã cedo,acercou-se o boat boy local para cobrar a utilização da poita. Explicamos que a usamos somente algumas horas, daí ele cobrou somente metade do valor. Os caras não perdem tempo. Mas…é o ganha pão deles.Paguei então EC$30,00 (dólar do Caribe).

TOBAGO CAYS

Tínhamos a informação de que Tobago Cays era muito bonita, que valia a pena conhecer. Fomos lá e constatamos que não era só bonita, É um espetáculo. Uma baia emoldurada por quatro ilhas, com muitos veleiros ancorados.
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A água é transparente e a fauna marinha é abundante.
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As tartarugas permitem que sejam tocadas pelos humanos, sem nenhuma reação.IMG_0037
O por do sol é algo indescritível. Olha ele aí…
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À tardinha, um habitante da região, Walker, nos procurou. oferecendo baguetes e croissants para o café da manhã. Encomendamos e, às 07:30 horas do dia seguinte, horário combinado, lá estava Walker com uma baguete e dois croissants quentinhos, entregues no cockpit do Guga Buy. Maior conforto.
Tobago Cays o-2 Tobago Cays o-3

terça-feira, 1 de março de 2011

VELEJANDO PELO CARIBE

 
Até Trinidad & Tobago, o Beltrão relatou nossa viagem, através de seu blog: http://www.veleirotingua.blogspot.com/
Nossa estadia em Chaguaramas,Trinidad, foi longa demais, por conta das dificuldades de encontrarmos peças, mão de obra adequada, etc... Esse etc... quer dizer: “Já que estamos aqui, vamos instalar mais isso, mais aquilo”. Mas, no final, nossas necessidades foram atendidas e saímos satisfeitos.
Saímos de Chaguaramas no dia 31 de janeiro, em direção a Union Island, com um mar alto, navegação bastante desconfortável. Conseguimos velejar até Granada, mas dali em diante, vento na proa e foi só motor.
Não paramos em Granada devido a informações negativas, que não se confirmaram, pois as mesmas pessoas que nos deram informações negativas ficaram lá, para manutenção de seus barcos e só elogiaram. Então, deixamos de conhecer um belo local.
As informações acerca de locais, bons ou ruins, devem ser recebidas com muita cautela, porque, o que é bom para um, é ruim para outro, e vice-versa. Assim, resolvemos que, dali em diante, conheceríamos todos os locais possíveis e avaliaríamos segundo nossa percepção.
UNION ISLAND
1º/fev/2011
Chegamos em Union Islan pelas 15:00 horas do dia 1º de fevereiro. Na chegada, fomos abordados por um boat boy, oferecendo uma poita. – boat boys são pessoas da ilha que ficam circulando com seus caíques, prestando os mais diversos serviços, como oferta de poitas, taxi, venda de combustível, dentre outras -. Lá, como em outras ilhas, as poitas são públicas, mas são cobradas pelos boat boys. O que aborda primeiro a embarcação que está chegando, indica a poita e cobra.
Negociamos o preço e, de EC$60,00(dólar do leste do Caribe), baixou para EC$40,00, cerca de R$27,00 por noite. A poita tem a grande vantagem de segurar melhor o barco, em caso de ventos fortes. E foi o que ocorreu. Ventos superiores a 20 nós.
Nossa poita ficava bem defronte o Anchorage Yatch Club, um misto de marina e hotel, onde conseguimos conectar a internet e utilizar seu píer para desembarcar.
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A capital da ilha é Clifton, com cerca de 3.000 habitantes. A água que serve os moradores e visitantes é proveniente da coleta de água de chuva e dessalinização da água do mar. Todas as casas possuem calhas para coleta e recipiente para armazenar a água da chuva. Segundo o guia que nos conduziu pela ilha, nela nunca faltou água.
Union Islan (91)
Chamou a atenção a existência de muitas casas novas, bem construídas, parecendo desabitadas. Segundo nosso guia, elas foram construídas por moradores locais que foram para a Europa e Estados Unidos trabalhar, e construíram as casas para voltar a residir na ilha, após a aposentadoria.
Union Islan (73)
Union Island foi, para nós, praticamente o início do Caribe. As águas já são transparentes e as ilhas emolduram o mar. Union Islandimage

sábado, 27 de novembro de 2010

Pessoal, contemplando este maravilhoso visual, que é o por-do-sol em Galinhos, local lindo situado no Rio Grande do Norte, proximo ao Ceará, criei coragem para começar a municiar meu blog. Para tanto, contei com a ajuda do Beltrão, um dos tripulantes do Guga Buy.
Hoje, 27 de outubro, estamos em Fortaleza, com planos de sair amanhã, rumo a Ilha dos Lençóis. O Guga Buy, a partir daqui, está sendo tripulado também pelo Luis Fernando Beltrão e Luiz Carlos Schaefer.
O trecho de Galinhos a Fortaleza nos deu um susto: após um jaibe involuntário, a escota da grande foi para a água e enrroscou no helice. Deu um tranco que fez saltar o selo mecânico. O barco começou a fazer água, mas a pronta ação do Eduardo evitou maiores danos. Ficou só no susto.Bem, por ser o primeiro post, além daquele experimental. fico por aqui. Como na Ilha de Lençóis parece não haver comunicação, vou demorar um pouco para postar outros.

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