segunda-feira, 20 de agosto de 2012

RETORNO AO CARIBE - CURAÇAO

Bem, pessoal, recuperado dos problemas de saúde, dia 16 de junho voltei para o Caribe. Voei para Curaçao, onde estava o  Eduardo com o veleiro Amazonas. Alguns dias depois, fomos para Aruba, buscar o Guga Buy que lá estava há seis meses. Ficamos alguns dias em Aruba, na companhia de um casal de amigos de Joinville, O Marcos e a Janinha que já estavam conosco em Curaçao. De lá, voltaram ao Brasil.  Levamos o Guga Buy para Curaçao, aproveitando uma janela de tempo bom, pois a navegação Aruba-Curaçao pega tudo ao contrário, “na cara”, no jargão dos velejadores. Refiro-me ao vento e à corrente. A distância Aruba-Curaçao é de 72 milhas, que fizemos em 14 horas, com a vela mestra rizada e auxiliando com o motor.

Em Curaçao fizemos amizade com o Lindomar, um curaçalenho nacionalista roxo (para ele, as melhores coisas do mundo acontecem ou tiveram origem em Curaçao), boa gente e que nos auxiliou muito na ilha. O apelidamos de google, pois sabia de tudo e conhecia a todos. Qualquer informação ou  problema que tínhamos, telefonávamos ao Lindomar e solução aparecia.

Certo dia, recebemos a honrosa visita do Jean Castro, um especial amigo e grande companheiro, que foi passar uma semana conosco. Mineiro calmo, observador e bom cozinheiro. Já no início da visita foi para a cozinha preparar um almoço.

Como o Jean é consultor na área de construções, geração de energia, etc…, após observar algumas necessidades da ilha mostrou interesse em indicar uma empresa brasileira para fazer  trabalho em Curaçao. Disso, deu ciência ao Lindomar. Não tardou,  pois é rápido  no gatilho, apareceu o Lindomar com um Senador de Curaçao para falar sobre o assunto. Não disse que ele conhece todos?

Olha aí a reunião:
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                             Da esquerda para a direita: Jean, o Senador Dean e Lindomar.



Mas, minha maior satisfação foi receber a visita de minha filha Luciana e dos meus dois netos, o Enzo, filho da Luciana e a Sofia, filha do Eduardo. Ficaram conosco uma semana. Foi uma festa para os pequenos. Nesta semana, vivemos em função dos netos.

O Tedo, um amigão, que trabalha no Amazonas, é instrutor de mergulho. Em vista disso, foi condignamente explorado pela milha filha e meus netos. Ensinou a eles técnicas de mergulho, mergulhou com eles, enfim, foi a alegria dos três. Valeu, Tedo!

Vou ilustrar com fotos os mergulhos.
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                                               A família reunida, aguardando o instrutor.


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                                                 Iniciando a instrução.

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         Enzo mergulhando. (Foto by Tedo)


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          Eduardo, Enzo e Sofia. (Foto by Tedo)


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            Eduardo e Sofia. (Foto by Tedo)


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A Luciana fazendo pose num barco naufragado. (Foto by Tedo)


O que viram nos mergulhos.
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O Sea Aquarium de Curaçao foi uma festa para as crianças (e para os adultos também). Vejam:
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 Os golfinhos amestrados, foram um espetáculo à parte:
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Namorando...
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Saltando...

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Cumprimentando...

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Fazendo perfomance...
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Saltando com a instrutora.
 

 Também os levamos a conhecer algumas praias.
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Um sorvetinho para refrescar.
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Um  brinde à Curaçao!
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DSCF1640No Caribe, existe um peixe muito bonito, chamado Lion Fish, mas cujas extremidades são venenosas.  É este daí:  

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Almoçamos num restaurante da Playa Porto Mari, uma das mais charmosas de Curaçao. Adivinhe a sugestão da garçonete? Lion Fish. Após a garçonete garantir que não haveria problema com o veneno, não resisti (gosto de novidades) e experimentei o prato. Uma delícia sem par, carne muito branca, sabor incomparável. Olha ele aí no prato, acompanhado por uma cerveja belga  muito forte (6º de álcool) .


Bem, amigos, este post dediquei quase que exclusivamente à família. Não reparem. Um pouco de corujice não faz mal.

quarta-feira, 21 de março de 2012

ARUBA I

Gostei de Aruba (110.000 habitantes).Uma ilha bonita, simpática e agradável. Gente bonita circulando, o comércio é bom e bem diversificado, ótimos supermercados, bares e restaurantes. É uma ilha para se ficar bastante tempo. Quando voltar para buscar o Guga Buy pretendo ficar mais tempo.

Nas Antilhas Holandesas, ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao), a língua falada é o papiamento, que é uma mistura de africano com português, que ao longo dos anos foi enriquecida em sua sintaxe e léxico de idiomas como o holandês, espanhol e inglês. Para terem uma idéia de papiamento, vejam um dos cartazes da ilha.
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Mas, além do papiamento, eles falam também inglês, espanhol e holandês. Mas não o português, embora algumas pessoas com as quais falei, mostraram interesse em aprender a língua portuguesa.  

Um passeio pela ilha nos mostrou que a gastronomia  é bem diversificada - comi um ossobuco com risotto supimpa -. Restaurantes com cardápios de comida local e internacional, incluindo a culinárias brasileira, mais especificamente a culinária gaúcha, onde servem churrasco, mas com carne do Texas. Ao menos, é o que se depreende do nome da churrascaria. 
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Abaixo, um ponto da ilha, com um restaurante construído com pedras, com um visual maravilhoso, enfeitado por um farol que chama a atenção pela altura.
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Visitamos o parque nacional da ilha. Já no início, deparamos com estes grandes geradores eólicos.   Segundo nos informou o guarda-parque, os dez geradores abastecem 18% da necessidade da ilha. Ainda segundo ele, pretendem instalar mais vinte, suprindo, assim, toda a energia elétrica necessária.
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O parque possui duas grutas, uma das quais visitamos. Abaixo, algumas imagens dela, com direito a morcegos. Olhando aqueles morcegos pendurados no teto da caverna, lembrei que a maior preocupação deles é ter diarreia enquanto dormem.
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As praias de Aruba são de areia fina e água transparente.
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Estou escrevendo este post em Florianópolis. Agora é esperar minha total recuperação - que está complicada, pois até crise de gota eu tive (alguém me recomendou levar uma esponja no bolso) - e retornar para o Caribe, embarcar no Guga Buy e sair por aqueles mares.

Enquanto isso não ocorre, vou para Gramado, para participar da festa da colheita de uva da Vinicola Ravanello, degustar ótimos vinhos e espumantes.

Até breve!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ARUBA

Bem, amigos, fiquei algum tempo sem postar nada neste blog mas vou explicar o motivo. É que, em Aruba, no dia 08 de dezembro de 2011, ao saltar do Guga Buy para o pier, escorreguei e caí na água, não sem antes tentar me agarrar no pier, o que provocou uma fratura no úmero do braço direito, no ombro (a dor foi imediata e terrível), além de um corte na mão esquerda. Ainda bem que estávamos com um carro alugado e o Eduardo me levou, imediatamente, para o hospital da ilha, onde fui atendido por um médico que suturou o corte (4 pontos) na mão e radiografou o ombro, constatando a fratura e imobilizando o braço com uma tipóia. Com ambos o membros superiores sem ação, a coisa complicou, pela óbvia dificuldade de movimentar o braço e utilizar as mãos. 

De Aruba, a idéia  era levar o Guga Buy para St. Maarten, onde eu ficaria e o Eduardo iria para Trinidad, buscar o Amazonas . O acidente nos fez mudar os planos. Deixamos o Guga Buy no Iate Clube de Aruba, embarquei para o Brasil (a Gol tem vôos diretos de Aruba para Brasília) e o Eduardo foi para Trinidad. Fui para o Rio de Janeiro, pois minha mulher iria passar as festas de fim de ano lá, com nossa filha e eu não queria alterar seus planos.

A viagem não foi das melhores, eu não podia carregar a bagagem, meus movimentos estavam bastante limitados. As garotas da Gol - foram somente garotas que me auxiliaram - foram meus anjos da guarda. Em todos os trechos, elas carregaram minha bagagem, o que me proporcionou mais conforto.

Durante o vôo, logicamente deu vontade de ir ao banheiro. E agora? Peço ajuda? Olhei para a comissária que estava próxima ao banheiro, pensei, pensei, mas não tive coragem. Então fiz tudo sozinho, apesar da dor. Mas fiquei imaginando como seria uma ajuda da comissária. Haveria de ser bem interessante, com certeza! Mas, o pudor falou mais alto.

Bem, este foi o motivo da demora para fazer esta postagem. Ausência completa de condições para digitar.

Agora, vou iniciar um período de fisioterapia para, depois, voltar para o Caribe.

Ah!, ia esquecendo. Quando cai na água, tinha no bolso meu iPhone 4 recém comprado. Já viram, né? Com água salgada, não funcionou mais nem com reza brava, embora eu tenha feito o procedimento recomendado por um técnico: colocar o aparelho no meio de arroz cru. Mas, não resolveu.
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Mas, vamos fazer uma regressão. Ainda em Curaçao, na semana que lá ficamos, chovia a cântaros. Conhecemos um pouco da ilha durante as estiagens.

Suas praias são mais apropriadas para mergulho, mas são, também frequentadas por banhistas. A água é transparente, o que, aliás, é uma característica do mar do Caribe.
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Aí, zarpamos de Curaçao com destino a St. Maarten, pois lá, como já disse acima, eu ficaria no Guga  Buy e o Eduardo iria até Trinidad buscar o Amazonas, para leva-lo também para St. Maarten. A navegação estava bastante confortável, com um vento de través nos empurrando. Lá pelas tantas, ainda dia, eu estava no turno e surgiram, à nossa frente, duas formações muito semelhantes aos nossos pirajás. Talvez sejam, efetivamente pirajás. Um a bombordo, outro a boreste, num ângulo em V de 45º da proa, com um vão central que parecia dar passagem ao Guga Buy sem sofrer a ação deles.  Desliguei o piloto automático e conduzi a embarcação para aquele vão, para tentar escapar daquelas formações. Estava divertido ter o barco na mão, tentando ludibriar aquelas chuvas.

Mas, que nada! Quanto mais nos aproximávamos, mais o vão diminuía. Não é que os lazarentos dos pirajás estavam se juntando? Tive a nítida impressão que estavam me sacaneando. Como já estava próximo deles, não tinha como escapar. Foi o maior banho. Água despejada por dois pirajás, podem imaginar a quantidade.

A partir daí – já havíamos percorrido 120 milhas – o bicho pegou. O mar subiu, vento forte na cara. Naquela situação, além do desconforto, calculamos que levaríamos mais de cinco dias para chegar em St. Maarten e não tínhamos combustível suficiente para todo este tempo. Então, resolvemos voltar, mas, ao invés de retornar para Curaçao, fomos para Aruba porque, além do fato de que ainda não conhecíamos aquela ilha, o ângulo do vento estava melhor. Foi uma decisão acertada.  Aquele vento que nos atrapalhava no rumo inicial, favoreceu muito quando mudamos o rumo para Aruba. Afora isso, a ilha é um local muito aprazível.

Ao chegarmos, procuramos uma marina e, por anterior indicação de amigos, fomos para a Renaissance Marina, neste pier aí (onde me ferrei).

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O complexo da marina oferece de tudo: hotéis, cassinos, restaurantes, bares, tudo a alguns passos de onde estávamos atracados.
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Do atracadouro, tínhamos visão do porto que recebia grandes navios de passageiros. Todos os dias atracava um navio de manhã e zarpava à tardinha.
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Às vezes, atracavam dois navios simultaneamente.
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Ao lado do Guga Buy, estava atracado um mega iate. Olhe só o bote de apoio. Altos luxos...

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Tanto os hospedes do hotel, como os usuários da marina, tinham acesso aos mais diversos serviços que o complexo oferece, como piscina, sauna e outros. Um deles consistia em transportar os usuários, de barco, do hotel até uma ilha ali próximo, que pertence ao complexo. Não tivemos tempo para conhecer essa ilha. Mas, o interessante disso é que o embarque e desembarque de passageiros era feito no interior de um shopping do hotel, onde havia um canal que o ligava ao mar.
                                Olha aí o local.

 Em outra postagem falo mais sobre Aruba.